241 “vivendo pela glória divina, pela honra da Virgem sem Mancha Concebida, para a ajuda aos fiéis privados do apoio das orações e de atos de expiação”75. Numa carta escrita dois anos depois aos companheiros na vocação, chama a si mesmo “indigno superior da Congregação da Imaculada Conceição dos Padres Marianos que prestam ajuda aos Falecidos”76. Numa carta aos franciscanos, datada de 1691, escreve que a Congregação tinha sido fundada “para ajudar as almas dos Fiéis Falecidos privados de ajuda”77. No Testamento primeiro, de 1692, informa que “esta pequenina Congregação da Imaculada Conceição [foi] inspirada por Deus para ajudar os fiéis falecidos” e recomenda, entre outros, “o entusiástico apoio aos falecidos”78. Por sua vez no Testamento segundo, surgido em 1701, ao falar da Congregação acrescenta que ela é “auxiliadora dos falecidos”, e aos seus filhos espirituais recomenda a ajuda aos falecidos79. Da mesma forma, na profissão dos solenes votos religiosos chama a si mesmo “indigno superior da Ordem da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, da Congregação Polonesa Auxiliadora dos Falecidos e dos Párocos”80. Um eco da convicção de que a ideia de “suffragium defunctorum”, e igualmente, “parochis suffragium” pertencem ao carisma dos marianos é sua inclusão na, datada dessa mesma época, sinopse “Regula decem beneplacitorum” na seguinte forma: “Fratres in hoc Ordine debent esse in onere seu exercitio exhibendi pia suffragia pro animabus in purgatorio existentibus ac praestandi parochis suffragium et iuvamen tam in administratione sacramentorum quam in instructione Christi Fidelium” 81. O ideal de ajudar os falecidos, especialmente os mais necessitados, ainda que tão frequentemente abordado por Estanislau Papczyński em diversos documentos relacionados com o surgimento da Congregação dos Padres Marianos, em Inspectio cordis encontra-se presente marginalmente. Apenas em duas passagens faz referência ao purgatório e à ajuda àqueles que nele se encontram. Primeiramente, ao comentar simbolicamente a parábola dos trabalhadores da vinha (cf. Mt 20:1-16), enfatiza a “severidade das exigências da justiça divina”. De acordo com a convicção do autor, pelo “trabalho bem e diligentemente executado” Deus promete dar o pagamento segundo a justiça, que é a “recompensa da vida eterna”. No entanto quem “cultiva com muita negligência a Sua vinha e antes 75 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Litterae ad P. Alexum Armini, S.P. (Carta ao Frei Aleixo Armini SP, superior geral da Ordem das Escolas Pias). In: PZ, p. 1473-1474. 76 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Litterae ad Marianos in Eremo Corabieviensi. In: PZ, p. 1476. Repete esse mesmo nome em: Litterae ad Marianos (Carta aos coirmãos Marianos) de 1695. In: PZ, p. 1489. 77 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Litterae ad Ordinem Fratrum Minorum (Carta à Ordem dos Irmãos Menores). In: PZ, p. 1473-1474. 78 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Testamentum Primum. In: PZ, p. 1487. 79 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Testamentum Alterum. In: PZ, p. 1496, 1498. 80 Bł. S. PAPCZYŃSKI. Professio votorum solemnium. In: PZ, p. 1503. 81 Synopsis Regulae Imitationis Decem Virtutum BVM. In: Decreta – Ordinationes... , p. 10.
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