A espiritualidade religiosa segundo Es Papczynski

240 do objetivo da Congregação, logo após a ordem de propagar a honra da Imaculada Conceição da Virgem Mãe de Deus, recomenda que “com o máximo esforço, piedade e entusiasmo sejam ajudadas as almas dos fiéis falecidos e submetidos aos castigos do purgatório, especialmente as dos soldados e dos falecidos em consequência da peste”71. Contém uma formulação semelhante, com uma hierarquia dos objetivos expressa de forma análoga, também a fórmula da profissão, na qual o Fundador dos marianos afirma que o motivo da profissão dos votos é “para ajudar os falecidos privados de ajuda (“suffragium”), especialmente os soldados e os falecidos em consequência da peste”72. Tal construção da fórmula da profissão indica que, na convicção do legislador, tanto pela consagração como por toda a sua vida e pelo seu procedimento, agindo por puro amor a Deus e pela Sua glória, o religioso se consagra à realização dos objetivos expressos nos votos; um deles é a ajuda aos falecidos. Os meios de lhes prestar ajuda, claramente definidos em Norma vitae, são principalmente a oração, isto é, o ofício pelos falecidos ou – no caso daqueles que não sabiam ler – o rosário. Ao mesmo tempo Papczyński estimula que a muitas práticas religiosas sejam adicionadas as intenções da intercessão pelos falecidos, p. ex. durante a celebração da missa, durante o retiro ou a flagelação. Os estatutos recomendam também que sejam instituídas e dirigidas Irmandades da Imaculada Conceição para o sufrágio pelos fiéis falecidos73. Em quase todos os documentos seguintes datados após Norma vitae e até hoje preservados que foram escritos por Papczyński, encontram-se presentes alusões ao ideal do sufrágio pelos falecidos74 – ou pela própria definição da Congregação em seu título, fazendo referência à oração pelos falecidos, ou por um desenvolvimento mais amplo do tema. Na Carta ao frei Aleixo Armini SP, datada de 23 de março de 1688, ao apresentar sucintamente a história da recém-surgida comunidade, o Fundador dos marianos informa que ela surgiu “para apoiar as almas dos fiéis falecidos privados de ajuda, especialmente as dos soldados e dos falecidos em consequência da peste”, definindo a si mesmo como NV I 3; FDR, p. 1458, 1460-1463, 1467-1468; cf. também: J. KAŁOWSKI MIC. Początki mariańskiego ustawodawstwa..., op. cit., p. 14-19. 71 NV I 2; cf. também: K. KRZYŻANOWSKI MIC. Stanislaus a Jesu Maria..., op. cit., p. 468. 72 NV I 6; cf. também: J. KAŁOWSKI MIC. Początki mariańskiego ustawodawstwa..., op. cit., p. 19. 73 NV IV 5-6, V 5, VII 8, VIII 2; cf. também: S. SYDRY. Zgromadzenie Ksiąńy Marianów..., op. cit., p. 159. 74 A falta de uma referência ao ideal da ajuda aos falecidos, tanto no conteúdo da carta como no nome da Congregação, ocorre apenas na Carta ao Frei João Foci SP, datada de 17 de fevereiro de 1696, na qual agradece pela afiliação da Congregação dos Marianos à Ordem das Escolas Pias. Nessa carta a comunidade dos marianos é definida como “Congregação da Imaculada Conceição”. Bł. S. PAPCZYŃSKI. Litterae ad P. Ioannem Foci S.P. (Carta ao Frei João Foci SP). In: PZ, p. 1492.

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