A espiritualidade religiosa segundo Es Papczynski

238 a circunstância da ligação do Fundador com os eremitas, que levavam uma vida dedicada à oração e à penitência pelas vítimas das guerras e das epidemias65. Uma opinião basicamente contrária é apresentada por K. Krzyżanowski MIC, o qual acredita que esse ideal já havia surgido um ano após o afastamento dos escolápios, o que se comprovaria – por um lado – pelas adequadas razões expostas em Templum Dei Mysticum, escrito naquele tempo, e − por outro lado – pela experiência mística de Papczyński em Studzianna, descrita pelos primeiros biógrafos – Leporini e Wyszyński. Portanto, na opinião desse pesquisador, esse ideal assumiu o seu formato primitivo no ano de 1671, e um ano depois, em razão das mencionadas vivências, a ajuda aos falecidos foi adicionada aos objetivos da planejada comunidade religiosa como mais um objetivo específico (além do culto da Imaculada Conceição da SVM, já previamente existente). E esse registro, acredita Krzyżanowski, já se encontra em Norma vitae, redigida naquele tempo66. Os escritores posteriores que se ocuparam da biografia do beato Estanislau ou da questão relacionada com a datação do surgimento desse ideal basicamente repetem uma das abordagens acima apresentadas. Há também quem queira encontrar uma saída intermediária, sem no entanto fornecer indícios novos e suficientemente convincentes para apoiar essas opiniões67. Cronologicamente, 65 G. A. NAVIKEVICIUS MIC. Stanislao di Gesù Maria Papczyński 1631-1701. Scolopio e Fondatore della Congregazione dei Padri Mariani. Roma, 1960, p. 161-163, 194-195. 66 Cf. K. KRZYŻANOWSKI MIC. Stanislaus a Jesu Maria..., op. cit., p. 68. Sem nos intrometermos na discussão entre ambos os historiadores da história de Estanislau Papczyński, vale a pena observar que os argumentos extraídos da datação do correspondente acontecimento em Studzianna são pouco convincentes. Com efeito, nas biografias do Fundador dos marianos, tanto Leporini como Wyszyński não fornecem dados cronológicos mais detalhados. Além disso, Wyszyński – aliás da mesma forma que Leporini – localiza sem dúvida as experiências místicas em Studzianna após a vinda de Papczyński ao eremitério de Korabie (e, portanto, com certeza após 1673), visto que conclui a respectiva descrição com as palavras: “Depois voltou ao seu convento no eremitério de Korabie...”. E ainda Wyszyński escreve que naquele tempo o superior da casa dos oratorianos em Studzianna era Ligęza. E este, como informa a Positio, exerceu o mencionado cargo nos anos 1690-1693, 1702-1705, 1711-1716. Cf. Vita Fundatoris, p. 644; K. WYSZYŃSKI, op. cit., p. 81-83; Positio, p. 679. 67 Por exemplo: M. PISARZAK MIC acredita que esse ideal surgiu nos anos 1673-1675. Como fundamentação, fornece três motivos básicos: em primeiro lugar, as vivências místicas; em segundo, a disposição do visitador, bispo J. Święcicki, de 1673, inspirada na sua opinião por Papczyński e relacionada com a recitação do Officium defunctorum; em terceiro, o registro do protocolo do convento de Balsamão, do século XVIII, onde se fala que Papczyński em 1675 adquiriu uma profunda devoção diante das almas do purgatório e no ano seguinte instituiu-a como um objetivo específico da Congregação. Tem uma opinião um pouco diferente Rogalewski MIC, o qual sustenta que esse pensamento surgiu entre os anos 1675 e 1676, em razão de dois motivos principais. Em primeiro lugar, em 1675 Papczyński teria participado na expedição à Ucrânia, sob o comando do rei João Sobieski, como capelão dos exércitos poloneses, o que fez com que fosse testemunha da morte de um significativo número de pessoas, especialmente de soldados; teria vivenciado ali também experiências espirituais nas quais muitos soldados mortos lhe apareciam pedindo-lhe a oração. O segundo motivo seriam as já mencionadas vivências místicas em Studzianna, o que, na sua opinião, teria ocorrido em 1676. Neste ponto vale a pena acrescentar que a argumentação de ambos os escritores não é suficientemente convincente. Não se sabe de onde Pisarzak MIC extrai a informação de que Papczyński inspirou o bispo Święcicki a expedir os adequados decretos; antes, para expedir tais disposições aos eremitas não havia necessidade de nenhuma inspiração,

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