236 marianos. De acordo com essas convicções, nos capítulos da primeira metade do século XVIII foram tomadas resoluções que estimulavam à criação dessas irmandades junto a todos os conventos fundados; e essas irmandades realmente iam surgindo60. Além dessa confraria, junto a muitos conventos eram fundadas outras irmandades, por exemplo, em Góra Kalwaria a Irmandade da Providência Divina, em Mariampol a Irmandade da Santíssima Trindade, em Goźlin a Irmandade do Consolo da Santíssima Virgem Maria e do cinto de S. Mônica, em Skórzec a Irmandade de S. João Nepomuceno, além de numerosas Irmandades do Rosário. De modo geral, entretanto, eram fundadas irmandades marianas, relacionadas com o caráter da Congregação e a missão que lhe havia sido confiada na Igreja. Em razão da instituição dessas irmandades, nos séculos XVIII e XIX eram editados na Polônia e em Portugal numerosos livrinhos e brochuras de cunho formativo e piedoso, de acordo com o objetivo geral das irmandades, que era a santificação pessoal dos seus membros, a aprofundada participação nos atos de culto, a elevação do nível religioso-moral e social e a promoção da atividade caritativa61. Na análise dos fundamentos teológico-espirituais do surgimento da dimensão apostólica na espiritualidade da Congregação dos Padres Marianos, bem como das variadas formas da sua atividade pastoral, presentes nas fontes históricas, é preciso não esquecer que – como escreve o historiador J. Bystroń – nos séculos XVII e XVIII “os marianos de origem nativa [...] nunca tiveram um significado ou uma fama maior”62. O ideal do ativo serviço em prol da Igreja, sobretudo do povo simples, presente no ideário do beato Estanislau Papczyński e introduzido no carisma da comunidade por ele fundada é sobretudo um testemunho (dele e dos seus filhos espirituais) de experiência da fé, de sensibilidade religioso- -social e de certo tipo de interpretação dos sinais do tempo. Mas é também continuamente um sinal de amor a Cristo e à Sua Igreja, de fascinação pelo mistério da Imaculada Conceição da SVM e de desvelo pela salvação de todos – inclusive daqueles que, embora se tenham afastado deste mundo, estão ainda submetidos à purificação e aguardam a fraternal ajuda. 60 Cf. S. SYDRY. Zgromadzenie Księży Marianów..., op. cit., p. 212; J. KOSMOWSKI MIC, op. cit., p. 207. 61 Cf. J. KOSMOWSKI MIC, op. cit., p. 208-217. 62 J. S. BYSTROŃ. Dzieje obyczajów w dawnej Polsce. Wiek XVI-XVIII. Warszawa, 1994, p. 359.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==