235 nas dessa forma “podem produzir os mais abundantes frutos”, que são o crescimento da gloria divina e a edificação das pessoas56. A atividade missionária apresentada nos estatutos, exercida fora das igrejas próprias, deve geralmente estender-se por até três meses, excetuando-se as situações extraordinárias. S. Sydry e J. Kosmowski MIC informam que na tradição posterior essa atividade passou a ser tratada como própria da Congregação, por realizar a norma do Fundador relacionada com a ajuda aos párocos no ministério pastoral. Com o tempo, elaborou-se também um estilo próprio de realizar as missões, envolvido por um programa detalhado, no qual se definia: o tempo de duração das missões (duas semanas), a relação dos temas abordados (29 questões detalhadamente definidas), a exata programação do dia, com a definição dos horários e das atividades realizadas (a partir das 6 horas da manhã – a primeira missa; até às 5 horas da tarde – as vésperas, o sermão, as ladainhas, o exame de consciência, a oração pelos defuntos, o Ângelus). Resumindo, o dia missionário iniciava-se às cinco ou às seis horas da manhã e terminava às sete da tarde; eram ouvidas confissões todos os dias, deste o início até o término do dia missionário; além das orações (missas, ladainhas, partes do breviário, pequeno ofício da Imaculada Conceição da SVM, duas adorações diárias do Santíssimo Sacramento, exame de consciência, orações pelos defuntos), eram também proferidas conferências temáticas, sermões relacionados com a liturgia e catequeses a respeito de determinados temas da fé57. Além de se dedicarem às missões paroquiais, os religiosos organizavam e promoviam também exercícios de retiro para o clero diocesano (principalmente nos conventos de Skórzec, Mariampol, Mirosław e Goźlin – onde se localizavam casas de formação e havia professores de teologia, pregadores e confessores)58 e eram convidados para cerimônias fúnebres com o objetivo de presidir as celebrações ou pregar sermões ocasionais59. Além disso, os Statuta repetem com Norma vitae as normas para a direção da Irmandade da Imaculada Conceição, que – na opinião de Kosmowski MIC – era considerada pelos marianos no século XVIII como uma obra própria da Congregação, sujeita à sua jurisdição, por ter sido confiada pela Santa Sé, em 1681, ao Fundador, e a imposição para a sua instituição foi inscrita nos primeiros estatutos 56 Ibidem, VI 2-3. 57 Cf. S. SYDRY. Zgromadzenie Księży Marianów..., op. cit., p. 207-210; J. KOSMOWSKI MIC, op. cit., p. 198-202. 58 Cf. J. KOSMOWSKI MIC, op. cit., p. 205. 59 Um desses acontecimentos é descrito por M. Bogucka em suas pesquisas sobre os antigos costumes poloneses. Trata-se do sepultamento do rico aristocrata Matuszewicz, de meados do século XVIII. Escreve ela que “no segundo dia do sepultamento, à uma após a meia-noite, realizou-se a celebração. A missa solene foi celebrada pelo superior geral dos marianos, padre Kanogrodzki, e o sermão foi proferido pelo mariano padre Luís”. Cf. M. BOGUCKA. Staropolskie obyczaje w XVI-XVIII wieku. Warszawa, 1994, p. 59.
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