227 escritos são assinaladas pela fé, pela submissão, pelo respeito e pela confiança quanto às decisões tomadas, e a Igreja com muita frequência é definida como “santa”, “fiel”, “verdadeira”. A imagem que surge dos textos do beato Estanislau Papczyński é sobretudo a tradicional, baseada na Sagrada Escritura, e adequada aos tempos em que o Fundador viveu e agiu. Embora em nenhuma parte ele cite a definição então popular da Igreja apresentada por S. Roberto Belarmino29, sem dúvida pode ser percebida a ocorrência dos seus elementos, dispersos por vários lugares em sua doutrina. Testemunha isso igualmente a presença da visão da Igreja como “societas perfecta”. E as referências ao simbolismo do Novo Testamento não apenas animam e aproximam o mistério da Igreja, mas conferem-lhe certa profundeza teológica, importante para a espiritualidade religiosa. Isso diz respeito sobretudo à imagem da Igreja entendida nas categorias do corpo, graças ao que ele relaciona a espiritualidade religiosa com o mistério de Cristo e do homem. Em razão disso, também, localiza o conjunto da vida religiosa no interior da vida da Igreja e a serviço do homem. 2. O ensino das verdades da fé ao povo simples Na história da cristalização formal e legal dos objetivos específicos da Congregação dos Padres Marianos, especialmente da presença da dimensão apostólica, pode ser percebida certa evolução. No estágio inicial da sua existência, ela foi aprovada “in statu eremitico”. J. Kałowski MIC acredita que isso não significa que o Instituto tinha um caráter estritamente eremítico no sentido clássico30, natelli [...] que por todo o tempo da minha vida observarei a Regra da Imitação das Dez Virtudes da Santíssima Virgem Maria naquilo que não se opõe às normas do nosso Instituto religioso [grifo meu]... ”. Percebe-se nesse pronunciamento um grande realismo na avaliação da situação da comunidade dos marianos e, indiretamente, também das decisões da Igreja. Talvez tenha sido justamente aqui que se realizou aquela “obediência sensatamente compreendida (“oboedientia santo modo intellecta”) a Sua Santidade o Vigário de Jesus Cristo”, a respeito da qual o Pe. Papczyński fala em sua Oblatio. Ao mesmo tempo, porém, percebe nos acontecimentos a presença da Divina Providência, que no final levou à aprovação definitiva daquilo que havia iniciado nele o Espírito Santo. Por essa razão, portanto, como afirma C. Wyszyński, o Fundador dos marianos “já viu aquilo que desejava e, segurando aquela regra da Maria Virgem como se fosse a encontrada pérola preciosa do Evangelho, juntamente com os irmãos alegrava-se e eles mutuamente se congratulavam”. Oblatio, p. 1422; idem. Professio votum solemnium (Profissão dos votos solenes). PZ, p. 1503-1504; cf. também: K. WYSZYŃSKI, op. cit., p. 128; T. ROGALEWSKI MIC. Stanisław Papczyński..., op. cit., p. 244-282, 288-309. 29 Essa definição era a seguinte: “A Igreja é uma congregação de pessoas unidas pela profissão da mesma fé cristã e pela participação nos mesmos sacramentos, sob a administração dos seus pastores legais, especialmente do único bispo de Roma e Vigário de Cristo na terra”. Cf. Cz. BARTNIK. Eklezjologia. W teologii katolickiej. In: EK, t. IV. Lublin, 1983, 777. 30 Cf. K. KAŁOWSKI MIC. Początki mariańskiego ustawodawstwa..., op. cit., p. 14-17.
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