19 Estanislau Papczyński e da primitiva tradição mariana? Quais são os seus traços fundamentais e quais os elementos que são enfatizados? De que forma eram compreendidos os elementos básicos da vida religiosa, como p. ex. a oração, os sacramentos, a ascese? Será que se pode falar de originalidade na abordagem da espiritualidade pesquisada? Eis as perguntas básicas para as quais no presente trabalho procuraremos encontrar uma resposta. O período temporal das pesquisas, além da etapa da vida do beato Estanislau Papczyński (+ 1701), é fornecido no título do trabalho como o período “da primitiva tradição da Congregação dos Padres Marianos”. Esse período envolve o tempo dos primeiros cinquenta anos de existência dessa comunidade religiosa, isto é, do ano 1673 (data da aprovação episcopal do primeiro convento mariano em Puszcza Korabiewska) até o ano 1723, quando o papa Inocêncio XIII aprovou os estatutos marianos, ou seja, a regra intitulada Regula Ordinis Beatae Virginis Mariae quam Patres Mariani Congregationis Polonae... (outro título: Regula decem beneplacitorum), bem como as constituições a ela adaptadas com o título de Statuta Patrum Marianorum Ordinis B. V. M... A decisão pontifícia encerra o período da moldagem da comunidade mariana como formação do clero regular. Porque, embora a primeira aprovação pontifícia da Congregação dos Padres Marianos tivesse ocorrido no ano 1699 (em consequência da adoção da Regula decem beneplacitorum), e em 1701 primeiramente Estanislau Papczyński tivesse professado os solenes votos religiosos diante do núncio apostólico Francisco Pignatelli, e depois – diante dele – todos os seus companheiros, não havia ainda constituições adaptadas à regra. Além disso, a Norma vitae, escrita já em 1672, nos planos do Fundador dos marianos devia ser a norma básica e única do novo Instituto, de acordo com o princípio então adotado na Igreja “constitutiones pro regula”4 – apesar das exigências legais formalmente diversas. No entanto as circunstâncias relacionadas com a formação da nova comunidade forçaram em breve Estanislau Papczyński a adaptar a Norma vitae ao estado eremítico em que inicialmente surgiu a Congregação dos Padres Marianos; a Norma vitae (impressa em 1687), como tal, foi corrigida e aprovada pelo cardeal Leandro Colloredo, em 1694, e o seu texto, que hoje conhecemos, é uma versão adaptada justamente a essa situação. Com o tempo verificou-se igualmente que se tornava necessária a adoção de uma regra reconhecida pela Igreja. O Fundador dos marianos faleceu no ano 1701 e já não teve tempo para adaptar a Norma vitae à Regula decem beneplacitorum adotada, o que era uma exigência indispensável, e essa obra já foi realizada pelos seus sucessores. 4 Cf. J. KAŁOWSKI MIC. Początki mariańskiego ustawodawstwa. In: Bł. Stanisław PAPCZYŃSKI. Pisma fundacyjne, introd. A. PAKUŁA MIC-J. KAŁOWSKI MIC, trad. K. KRZYŻANOWSKI MIC. Warszawa, 2007, p. 62.
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