81 tino de encontrar-se sob o poder de um só rei e governo. Ali o Reverendíssimo Superior Geral da nossa Ordem tinha a sua residência. Após a injustiça recuperamos a esperança de que em breve estaremos todos reunidos num só espírito e submissos ao Superior principal”115. Em 1810 o superior geral se dedica aos preparativos do capítulo geral cuja convocação fora impossível em 1796. No dia 3 de setembro de 1810, tendo obtido a autorização do Ministério do Interior, anunciou a sua convocação para o dia 29 de setembro de 1811 no convento em Skórzec116. O principal objetivo da convocação do capítulo era a eleição do novo superior geral. Escolhido para esse cargo em 1793, por um período de seis anos, o Pe. T. Białowieski – em razão das incessantes mudanças políticas que impossibilitavam a convocação do capítulo – exerceu a sua função igualmente em 1811, de maneira que ocupou esse cargo por três mandatos (18 anos)117. Na carta convocatória ele pedia a todos os marianos que fossem eliminados os abusos, que infelizmente ocorriam em diversos conventos, e que eles se preparassem para a visitação canônica dos conventos, que tencionava realizar antes do início dos debates do mencionado capítulo. Aproveitando a ocasião de poder manter contato epistolar com os conventos marianos, nesses difíceis tempos de crise de espiritualidade da ordem, bem como de uma crise econômica e política no país, o Pe. Białowieski demonstrou um grande desvelo pela preservação da integridade da congregação, pela santificação dos religiosos e pelas necessidades econômicas, especialmente dos irmãos religiosos, que eram às vezes negligenciados118. Havia também cartas que continham expressões fortes, por exemplo: Surge, invoca Deum tuum, que prenunciavam a calamidade que ameaçava a ordem ou que convocavam os religiosos a não cometerem ações indignas119. Apreciando os valores da personalidade, e sobretudo os valores espirituais e intelectuais do Pe. Białowieski, o capítulo geral, que se realizou em 1811, 115 “Cum tempore maximae exortae criticae Tempestatis Patriae Ordo noster diversas in partes disruptus remanserit a quindecim annis, una simul cum Provinciis Regni sub ditione variorum regum, ex quibus quaelibet suae sorti relictae quaerebat subsistentiam suam retinere (...). Mutato autem nunc temporis Rerumque statu mirabiliter Providentia divina desuper ita utique disponente. Ducatui nostro Varsaviense pars Galiciae ex austriaco Regno adfuit desumpta. Ubi relicti duo Conventus Skórcensis ac Gozlinensis hanc sortem obtinere patet, ut sub unius Regnis Nomine regimineque permaneret ac ubi Reverendissimus Generalis Ordinis Nostri mansionem habebat. Exindeque spes nobis effulsit ut omnes nos brevi unanimes unitos subiectosque principali Superiori fore”. AGM, Prot.Skórc., ff. 115-116. 116 Ibidem. Carta do superior geral T. Białowieski de 29/03/1811: “Dies Capitulis Generalis 29 Mensis Septembris a.c. in Conventu Nostro Skórcensi designat...”. 117 AGM, Prot.Skórc., ff. 116-119. 118 Ibidem, f. 118. 119 “nec ventorum sibilis...” (cit. lat.). AGM, Prot.Skórc., Carta de 3/2/1796. Resulta um caráter semelhante do conteúdo da carta de 29/03/1811, que recomenda aos religiosos que zelassem pela sua vocação, observassem os votos religiosos e agissem em prol da justiça diante dos religiosos mais pobres. AGM, Prot.Skórc., ff. 116-119; ff. 119-120, Carta de 11/11/1811. Skórzec.
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