Os Marianos Nos Anos 1787-1864

64 Na relação não foram levados em conta os religiosos que se afastaram no mencionado período. Como se percebe, essa pequena província envidava todos os esforços para eliminar o marasmo dos religiosos, bem como para criar estruturas organizacionais que favorecessem o seu desenvolvimento numérico. Uma das iniciativas tomadas nessa direção foi a criação, em 1801, da função de comissário. Em 1797 foi decidida a instituição de um caixa comum da província; naquele mesmo ano foi estabelecida a importância da cota anual que devia ser destinada para as despesas representativas do provincial. Os conventos foram taxados com o objetivo de assegurar uma importância adequada para as necessidades do noviciado em Raśna. A função de mestre do noviciado foi confiada pelo capítulo ao Pe. Félix Hadrawa52, que a exerceu até 181653. Em 1804 foram aceitos no noviciado quatro candidatos. Apesar de em 1803 o tzar Alexandre I ter instituído em Vilnius o Seminário Geral de Vilnius, no qual podiam estudar também os marianos, o conselho provincial da congregação decidiu que os estudantes seriam educados no convento próprio. Em 1803 o capítulo designou dois religiosos para professores no mencionado curso filosófico-teológico em Raśna54; naquele mesmo ano iniciaram ali os estudos teológicos três estudantes marianos. Após um período de incerteza, de caos, de fugas de alguns religiosos da província russa, em 1803 inicia-se certa estabilização, que se manifesta num relativo crescimento numérico dos marianos no noviciado e nos estudos, bem como na organização da vida religiosa, que foi introduzida por três capítulos provinciais e pelo conselho da província. Convém aqui mencionar que o provincial dispunha de uma autoridade muito limitada pelos diversos decretos imperiais, que favoreciam as autoridades diocesanas. Em 1805, como o primeiro na província russa, foi ordenado sacerdote o seminarista Miguel Filipowicz. Em 1806 em três casas religiosas – em Berezdów, Raśna e Wołpa – encontravam-se dezoito marianos, 1822; servimo-nos deles também para detalhar os dados relacionados a Berezdów (El.Alph.). Algumas fontes impressas apresentam dados diferentes, Nonciatures de Russie, III, Tabula Generalis... religiosorum Ordinum et numerum personarum. Entre as páginas 248-249, apresenta em 1803 dois conventos: Raśna (que é analisada juntamente com a residência em Wołpa) e o convento em Berezdów (contando ao todo 13 religiosos marianos). No entanto eles eram então 16; cf. ABUV, ACPRus. ff. 18-19. Da mesma forma o bispo Cieciszowski, num relatório de 1807, informa a Santa Sé que em Berezdów havia 4 religiosos. Cf. P. Rabikauskas, Relationes status diocesium in Magno Ducatu Lituaniae, II, Roma, 1798, 282-283. Em Berezdów, no entanto, residiam permanentemente cinco religiosos, pelo menos nos anos 1801-1822; apenas um deles era irmão leigo. Com frequência os bispos colocavam nos relatórios estatísticos somente aqueles que trabalhavam na pastoral; às vezes não eram contados os educadores do noviciado e os professores dos cursos. 52 ABUV, ACPRus., f. 6. 53 Após a morte do Pe. Grochalewicz (1816) o Pe. Félix Hadrawa tornou-se superior em Raśna, e a função de educador dos noviços foi confiada naquele mesmo ano ao Pe. Pio Wyrowski. ABUV, Doc. Viln., I f. 245. 54 ABUV, ACPRus., f. 15.

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