Os Marianos Nos Anos 1787-1864

60 conventos, os marianos informavam que “dois seminaristas − professores que se recrutavam dentre a juventude da nobreza − viajaram em 1793 para o exterior sem autorização”37. Após a “Convenção de São Petersburgo”, quando devia ser esperado um endurecimento da política russa em relação às ordens religiosas, três seminaristas marianos abandonaram em 1797 o convento em Raśna. O superior P. Grochalewicz, pronunciando-se a respeito desse tema, dizia: “Eles viajaram para o exterior sem permissão”38. Para a província, isso era um golpe significativo, visto que justamente nesse período havia falta de sacerdotes. No momento da criação da província, não havia nela nenhum seminarista ou noviço. Além dos seminaristas, abandonavam a ordem também os padres. Em 1798 os padres Cornélio Popielarski e Jacinto Lenhart, do convento de Raśna, mudaram-se para a província incorporada à Prússia e, apesar de numerosas admoestações, não voltaram à província russa. Permaneceram na Prússia e após a secularização trabalharam em paróquias como padres diocesanos39. O Pe. Hipólito Jankowski voltou à vida civil. Em razão da dramática situação nos recursos humanos, o capítulo provincial decidiu já em 1797 abrir no convento de Raśna um noviciado; em razão disso, os conventos em Berezdów e Wołpa eram obrigados a contribuir para esse objetivo com a importância de 100 florins poloneses anualmente40; no entanto o primeiro candidato foi aceito no noviciado somente em 1800, enquanto que da província prussiana chegou o recém-ordenado sacerdote Inácio Zalewski, com o propósito de concluir os estudos teológicos41. Ele foi o primeiro estudante desde 1795. 37 De uma relação elaborada pelo superior de Raśna resulta que Norberto Nyc e Justino Skrzyński, seminaristas-professores da juventude da nobreza, em 1793 viajaram para o exterior sem autorização e sem aviso. ABUV, Doc.Viln., V. 1, O. Grochalewicz do Konsystorza Wileńskiego, Raśna, 1811 (s/d). 38 Eram eles: José Grodzicki (26 anos); Pedro Szumowski (25 anos); Carlos Filipkowski (28 anos), estudantes do último ano de teologia. ABUV, Doc.Viln., V. 1. Deve-se supor que já eram sacerdotes, apesar de estarem ainda concluindo os estudos teológicos. Os marianos frequentemente ordenavam os seminaristas durante os seus estudos, principalmente quando eles atingiam a idade madura. Mais tarde Carlos Filipkowski esteve no Ducado de Varsóvia como sacerdote mariano (cf. El.Alph. 12), ao passo que Pedro Szumowski, tendo viajado em 1797 ao território anexado à Áustria, a partir de 1798 exerceu as funções de vigário paroquial e pregador no convento de Skórzec. AZakS. Liber baptizatorum ab an. 1798. 39 ABUV, ACPRus, ff. 3-5, 9-10. Durante o capítulo provincial de 1793 permaneciam ainda na congregação; eles são mencionados como pregadores: “Pro Concionatore electus est MVP. Hypolytus Jankowski in Conventu Rasnensi, pro Berezdoviensi MVP. Cornelius Popielarski...”, f. 5. Como data do afastamento deles da ordem, podemos aceitar o ano 1798, porquanto já em 1800 o superior em Raśna afirmava que “afastaram-se já há algum tempo...”. Ibidem, ff. 10-11, ABUV. 40 ABUV, ACPRus, f. 5, Acta Capituli Provincialis anno 1797 (...) celebrati: “Quoniam Institutio Novitiatus (...) pluribus indicat conventos vero Rasnensis in quo tale Tyrrocinium iam pridem institutum sit, sublevamine habet opus, decisum est, ut quotannis Conventus Berezdoviensis 100 flor. pol., residentia vero Volpensis alios 100 flor. quovis anno contribuit”. 41 Ibidem, f. 11: Inácio Zalewski em 1799 encontrava-se no convento de Mirosław (Totoraitis, Marianie..., 28); em 1800 veio a Raśna com o objetivo de completar os estudos teológicos (ABUV, ACPRus.

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