178 tica e estava relacionada com o convento em Goźlin149; deve-se supor que esse fato sugeriu a Lubieński – um grande magnata e ministro da justiça no Ducado de Varsóvia – a ideia de pedir um capelão aos padres marianos. A sede principal de Lubieński, Wiskitki, encontrava-se a apenas dez quilômetros do convento em Puszcza Mariańska. Um outro mariano, o Pe. Leo Szczepkowski, exerceu a função de capelão ad Aulam Domini Krasiński Castrorum Metatoris Regni150. Casimiro Krasiński (1725-1802), presidente do parlamento e do tribunal (1778-1782), gozava de grande respeito151. Em razão do seu prestígio e da sua influência no Parlamento, o núncio J. A. Archetti e o papa Pio VI procuravam conquistá-lo para a facção católica e envolvê-lo na política representada por Archetti152. Nenhum documento fala da atividade do Pe. Szczepkowski no palácio de Krasiński nem dos estímulos com que se guiou este convidando-o para o seu solar. Sem dúvida ele o apreciava muito, porquanto escreveu aos padres marianos uma carta pedindo que fosse conferido ao seu capelão o distintivo título de Reverendus Pater, uma honraria que se equiparava à dignidade de secretário-geral da congregação. O capítulo geral de 1785, apesar de ser contrário a isso, atendeu ao pedido de Krasiński e conferiu ao Pe. Szczepkowski o requerido título153. Os padres marianos destinavam para capelães religiosos instruídos, que se distinguiam pelas suas qualidades, mas sempre e acima de tudo davam atenção ao fato da origem nobre. Além dos solares dos duques e dos magnatas, os marianos exerciam a função de capelães também em alguns palácios da nobreza. Por exemplo, o Pe. José Mraas foi capelão na casa do benfeitor de Mariampol, Nicolau Butler154; o Pe. João Niezabitowski, um famoso pintor mariano, foi capelão no solar do eminente fidalgo Cristóvão Cieszkowski; residindo em sua casa em Sucha, pintou a igreja local, e ao mesmo tempo pintou quadros para muitas igre149 A família Bieliński residia nas proximidades de Goźlin, cf. I. Turowska-Barowa, Bieliński Franciszek (1740-1809), PSB, II, 50-51. A mencionada família proporcionava ajuda econômica ao convento de Goźlin. F. Bieliński, juntamente com a esposa Cristina e a filha Tecla, pertencia à Irmandade da Imaculada Conceição em Goźlin. AZakG, Liber Confraternitatis Immac. Conc. 150 El.Alph., 53. 151 W. Szczygielski, Krasiński Kazimierz (1725-1802), PSB, XV, 184-186; Korespondencja I. Krasickiego..., 54-55. 152 Szczygielski, Krasiński K...., 185. 153 AGM, Prot.Skórc., ff. 45-50. Puncta sancita... Capituli Generalis, 1785/18. Todos os religiosos que se distinguiam recebiam, por exemplo, uma recompensa material ou a dispensa de alguma obrigação religiosa. No entanto os capítulos gerais procuravam não distinguir um número exagerado de religiosos. 154 Totoraitis, Marianie..., 19. De acordo com l’A., Mraas foi nos anos 1771-1782 capelão no solar dos Butler em Konigsberg, o que já era a sua segunda experiência. Na primeira vez, também esteve no solar dos Butler, embora não saibamos em que período. Permaneceu pela terceira vez no solar de Sofia Szczyt Butler em Zemyslovor, onde faleceu em 1793. AGM, Prot.Skórc., ff. 78-79.
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