176 (em 1823), essa função foi assumida pelo Pe. João Dziewulski. Inicialmente ele a exerceu em Puławy, e a seguir, após a queda do Levante de Novembro [de 1830], fez companhia a ambas as duquesas – a mãe, Isabel Czartoryski, e a filha, Maria, chamada Würtemberg. O Padre Dziewulski foi por trinta anos capelão e confessor pessoal da duquesa Maria de Würtemberg-Czartoryski142. Deixando o território da Polônia, ele lhe fez companhia nas viagens pela Europa, com permanências mais prolongadas em Viena e em cidades italianas, para finalmente se estabelecer em Paris, onde após a queda do levante alguns membros da família Czartoryski – forçados a abandonar a pátria – instituíram um forte núcleo de vida política, patriótica e cultural (Hotel Lambert). Para a congregação dos padres marianos, mostrou ser importante a estada em Viena, onde – graças aos amplos conhecimentos e às numerosas coligações da duquesa Maria – o Pe. Dziewulski conseguiu estabelecer relações amistosas com os mais importantes emigrantes poloneses, bem como com eminentes personalidades estrangeiras. Entre elas encontrava-se também o núncio apostólico em Viena, Altieri, que confirmou isso numa carta à Congregação dos VV. e RR.: “Era-me bem conhecida a pessoa do Reverendo Pe. João Dziewulski, membro da Congregação dos Marianos na Polônia, a quem conheci também pessoalmente”143. Recordemos que no século XIX os contatos do clero com a Santa Sé eram proibidos e estavam sujeitos a penas. Nos anos 1841-1844, servindo-se de pessoas conhecidas do ambiente aristocrático, o Pe. Dziewulski criou uma rede clandestina de informações e contatos; as notícias, os requerimentos e as cartas faziam o seguinte caminho: Polônia – Pe. Dziewulski – núncio apostólico Altieri – Santa Sé. Esse mesmo caminho, na volta, era seguido pelas respostas. O Padre Dziewulski enviava a correspondência à Polônia através de um mensageiro. No decorrer daqueles três anos, ele solucionou muitos assuntos para a congregação dos padres marianos, como por exemplo a aprovação do calendário litúrgico próprio deles. A troca assim organizada de informações e cartas entre o superior geral Pe. Pórzycki e a Santa Sé perdurou até 1844. Foram trocadas então cerca de vinte cartas144. 142 Album Mortuorum Mariampolensis, sob a data 10/4: “[...] Pater Joannes Dziewulski [...] missus ex obedientia ad Ducissam Czartoryska – 1823 ibique usque ad mortem officium Cappelani non tantum in Polonia sed Viennae, Italiae et Parisiis laudabiliter exercebat”. A sua estada como capelão no solar da duquesa Czartoryska é confirmada pelas assinaturas apostas aos documentos enviados à Santa Sé, p. ex.: “Datae Vindobonae die 20 Junii 1843. De mandato Rev. Prepo. Generalis. Joannes Dziewulski capellanus Serenissimae Ducissae de Würtemberg Mariae”. (ASV, Sancta Rituum Congregatio, Decreta 1843-1844, Mariani). 143 ASV, Arch.Nunz. Vienna, vol. 282 B, f. 93r – 21/5/1841. 144 Com relação ao Calendário Litúrgico, informações podem ser encontradas em: ASV, S. Congr.
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