Os Marianos Nos Anos 1787-1864

166 borar uma imagem geral desse trabalho específico, definindo aproximadamente o número dos marianos empregados nas paróquias. No período em análise, pelo menos trinta marianos faleceram durante o exercício de capelães78, porquanto se verifica que a tal ponto eles se tornaram “trabalhadores permanentes” que, apesar da idade avançada ou da doença, não voltavam ao convento de origem. Por falta de documentos, é desconhecido o destino de cerca de quarenta marianos que trabalharam nas paróquias, não se sabe exatamente onde e quando faleceram, embora fosse conveniente verificar por que – apesar de se encontrarem longe dos conventos – os seus nomes não foram registrados no Album Mortuorum79. Dentre os doze padres que se encontravam em 1799 em Mariampol, quatro trabalhavam como vigários, exercendo o ministério pastoral em outras paróquias diocesanas (eles constituíam 33% dos padres do convento). Além disso, sem contar os mencionados quatro, o convento cooperava com as paróquias vizinhas, enviando-lhes padres como auxiliares eventuais. Dentre os onze padres que permaneciam naquele mesmo ano em Mirosław, dois trabalhavam como capelães paroquianos (o que significava 18% deles)80. Em 1808, havia em Mariampol doze padres, e três deles (isto é, 25%) exerciam a função de vigários nas paróquias diocesanas, outros trabalhavam ocasionalmente nas paróquias81. O relatório relacionado com o convento de Skórzec, elaborado em 1818, informa que “há aqui oito sacerdotes, mas quatro deles se dirigiram às paróquias vizinhas [e trabalham nelas] como vigários”82. Nesse mesmo convento, havia em 1835 nove padres, e dentre eles três estavam ocupados nas paróquias83; em 1837 eles também eram nove, e quatro traba78 A expressão “pelo menos” significa que com certeza havia mais deles, embora fosse possível encontrar os dados de somente 30 marianos, relacionados com o lugar e a data da morte deles. Faleceram: Aloísio Chełstowski em Sieciechów; José Cieniewski em Seroczyn; Lourenço Dobkiewicz em Sunskai; Francisco Dorociński em Samogoszcz; João Dziewulski em Paris; Carlos Filipkowski em Pniewnik; Vicente Gawień em Didvyzizi; Marcos Herald em Piaseczno; Mariano Ignatowski em Pruszyn; Estanislau Jacuński em Varsóvia; Carlos Iwaszewski em Sentezeriai; Mariano Kubicki em Czersk; Aleixo Makarewicz em Radziejowice; Estanislau Michałowski em Kamimelis; José Mraas em Sobotniki; José Ołtuszewski em Biała; Severino Pachta em Siedlce; Estanislau Rudziewicz em Paezierai; Antônio Strzałkowski em Prazmów; Rafael Szafrankowski em Cielądz; Leo Szczepkowski em Varsóvia; José Szląskowski em Jazgarzew; Adão Tarczewsiki em Siedlce; Isidoro Taudt em Varsóvia; Valentim Wilczyński em Kutno; Miguel Zdanowski em Ryki – com base em Al.Alph. 79 Supondo-se que alguns não tenham sido registrados no Album mortuorum por esquecimento ou engano provocado pela repetição de sobrenomes iguais – p. ex. no período em análise houve 6 religiosos com o sobrenome Jastrzębski (numa congregação tão pequena) – é preciso levar em conta que, ou eles se afastaram da congregação, ou permaneceram nas capelanias, não querendo voltar aos conventos de origem. Igualmente outros documentos e relações dos marianos não citam os seus nomes. 80 Totoraitis, Marianie..., 27-28. 81 ADŁ, Listy zaknonników 1808-1812. 82 Arch.Sk., 69, n. 147. 83 ADS, Visit.Skórzec, 1835.

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