Os Marianos Nos Anos 1787-1864

165 Em geral os marianos exerciam a função de vigários nas paróquias diocesanas, e somente alguns exerciam a função de párocos. Por exemplo, em 1821 era pároco em Magnuszew o Pe. Justino Skrzyński, membro da comunidade conventual em Góra Kalwaria70. Em Wasiliszki, na Lituânia, exercia a função de pároco o Pe. Onofre Szyrwid, o qual, no entanto, na opinião de alguns autores, habitum saecularem portabat71. Em razão da falta de párocos, alguns marianos os substituíam temporariamente, como p. ex. o Pe. João Matulewicz, que nos anos 1822-1823 foi o administrador da paróquia em Rumbonys; mais tarde exerceu a mesma função o Pe. Juliano Korycki72. Em 1860, o Pe. Joaquim Piotrowicz foi administrador da paróquia em Kamieniec Litewski73, e o Pe. Lourenço Żurakowski exerceu essa mesma função em Dywiny74. O exercício da função de pároco ou administrador de uma paróquia subordinada ao clero diocesano ocorria entre os marianos muito raramente. Os capítulos gerais não se propunham a aceitar de muito bom grado esse tipo de trabalho, que não tinha muito em comum com a vida religiosa. As constituições de 1787, ao estimularem marianos ao trabalho pastoral nas paróquias, ressalvavam que “os religiosos que ajudam nas paróquias diocesanas não podem permanecer ali por mais de três meses, e mesmo os superiores locais não podem prorrogar essa autorização sob pena de suspensão (afastamento da função). Somente o superior geral, por motivos racionais e muito justos, pode autorizar uma permanência mais prolongada na paróquia diocesana”75. Apesar de a legislação proibir aos marianos o exercício da função de capelães, as capelanias eram para eles os cargos mais desejados. Existiam paróquias em que eles exerciam permanentemente a função de vigários, auxiliares do pároco. Temos aqui em mente as estruturas na Lituânia, por exemplo as paróquias que se encontravam nas proximidades dos conventos de Mariampol e Mirosław76; por sua vez na Polônia étnica eram as paróquias de: Powsin, Służewiec, Grójec, Pruszyn, Zbuczyn77. Faltam na realidade dados detalhados a respeito dos marianos que ajudavam nas paróquias, no entanto, com base nos documentos acessíveis é possível ela70 Arch.Sk., 6, n. 8. 71 El.Alph., 53; Sydry, Papczyński..., 287. 72 El.Alph., 27, n. 34. 73 Kubicki, Kapłani bojownicy..., II/4, 248-249. 74 Ibidem. 75 Constitutiones Marianorum..., cap. VI/3. 76 Totoraitis, Marianie..., 15. 77 Totoraitis, Mariampolski..., 12; Sydry, Papczyński..., 279; ADŁ, Listy zakonników 1808-1812, Mariampol i Mirosław; ADS, Visit.Gen. Skórzec, 1835; ADS, Wykaz... zakonników 1835-1864.

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