Os Marianos Nos Anos 1787-1864

157 damentos da fé cristã27. A instrução devia ser realizada de acordo com o Catecismo Romano. Os bispos recomendavam a realização de catequeses, ao passo que os sermões dominicais deviam compor-se de duas partes: do esclarecimento do catecismo e da homilia, cujo tema era o Evangelho de determinado domingo28. Em razão dessas obrigações, os pregadores desempenhavam um papel muito importante, a tal ponto que eles gozavam de um prestígio especial e de diversos privilégios. Já em 1776 o capítulo geral dos padres marianos determinou que um pregador que por dez anos cumprisse bem as suas obrigações receberia o título de Reverendus. Caso cumprisse essas obrigações por vinte anos, devia receber o título de Admodum Venerandus, e após trinta anos de atividade o pregador devia ser honrado com o título de Admodum Reverendus, com a perspectiva de atingir a dignidade de Pater Conventus ou Pater Ordinis, título que na congregação gozava do maior prestígio e dos maiores privilégios29. Em 1792, nos conventos dos padres marianos encontravam-se dezessete pregadores nomeados pelo capítulo geral do ano anterior. Os conventos maiores (Mariampol, Skórzec, Mirosław, Raśna, Puszcza, Berezdów, Góra) tinham cada um dois pregadores, ao passo que os menores (Igłówka, Janów e Wołpa) contavam com somente um30. Na congregação dos padres marianos obrigava igualmente a prática de que, em caso de necessidade – além dos pregadores indicados pelo capítulo ─, cada sacerdote podia pronunciar sermões. No século XVIII essa função era cumprida também pelos seminaristas31. Com base nos documentos podem ser identificados os pregadores dominicais e festivos32; a partir de 1793, nos conventos da Lituânia atuavam também os pregadores assinalados com os títulos concionator lituanus e concionator polonus33. A presença desses concionatores lituanos e poloneses em Mariampol, Mirosław e Igłówka era motivada pelo fato de que havia ali fiéis falantes do polonês e do lituano. Podemos, então, constar que geralmente cada convento tinha pelo me27 S. Litak, Struktura i funkcje parafii w Polsce, in: Kosciół w Polsce, AA.VV., red. J. Kłoczowski, vol. II, Séculos XVI-XVIII, Kraków, 1970, 450. 28 I. Subera, Synody prowincjonalne biskupów gnieźnieńskich, Warszawa, 1971, 138; Z. A. Kliszko, Kazania katechizmowe w polskim ustawodawstwie synodalnym. Ateneum Kapłańskie 52 (1950), 67-72. 29 ABUV, Prot.Rasn., Decreto do capítulo 1776/13; Sydry, Organizacja..., 79. 30 ABUV, Doc.Viln., II, Tabella Generalis 1797/3. 31 ABUV, Prot.Rasn., Decreto do capítulo 1767/3. A legislação mariana proibia o envio de seminaristas a outras igrejas com o objetivo de pregar sermões; eles podiam pregar sermões somente nas igrejas conventuais. No entanto esse decreto nem sempre era observado. Sydry, Organizacja..., 90. 32 ASV, Nunz.Vars., vol. 120, f. 32, Synopsis Domorum ac Religiosorum Ordinis Marianorum die 19 Decembris 1773; ABUV, Doc.Viln., II, Tabella Generalis 1793. 33 ABUV, Doc.Viln., II, Tabella Generalis, 1793; Totoraitis, Marianie..., 13; ADŁ, Listy zakonników 1808-1812, Mirosław i Mariampol; Akta konsystorza sejneńskiego 1864, Mariampol, Mirosław; Totoraitis, Zakon marianów..., 5-6.

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