155 sulta das fontes, os marianos assumiram as paróquias em Mariampol, Mirosław, Igłówka, Skórzec e Goźlin por insistência dos bispos, as paróquias em Wołpa e Berezdów, em resposta à vontade do fundador, e em Skórzec e Mariampol sobretudo por razões pastorais17, o que estava de acordo com as suas constituições de 1723 e, mais ainda, com as constituições atualizadas em 1787, que claramente conclamavam os padres marianos à obra do ensino das verdades cristãs. Segundo Ewa Jablońska-Deptuła, em 1824 os religiosos dirigiam no Reino da Polônia trinta e quatro paróquias18, das quais cinco cabiam aos padres marianos, o que significava 14,7% de todas as paróquias servidas por religiosos. Nos anos quarenta [do século XIX], por sua vez, eles tinham seis paróquias, como se pode deduzir do relatório enviado clandestinamente à Santa Sé, no qual se escrevia que: “No antigo Reino da Polônia [os marianos] têm 8 conventos, em seis dos quais há paróquias, onde dirigem o trabalho pastoral”19. Podemos constatar que a ordem e o tipo das devoções nas igrejas marianas eram ditados pelos bispos, que buscavam sistematicamente a unificação da liturgia e a instituição de diversas formas paralitúrgicas. Em parte a liturgia dependia também dos fundadores e dos benfeitores, que definiam diversos tipos de devoções20, mas este fator evidenciava-se pouco no século XIX. Os marianos adaptavam-se às normas detalhadas e às orientações contidas no Horologium Marianum21. Eis como o visitador diocesano descreve em 1834 a ordem dominical das devoções celebradas em Goźlin: “Na vigília dos domingos e das festas, são cantadas as vésperas, com acompanhamento do órgão. No domingo pela manhã são cantadas as matinas com acompanhamento de órgão, e a seguir o Pequeno Ofício da Santíssima Virgem Maria. Nesse ínterim o sacerdote celebra a primeira Missa. Depois o sacerdote recita com o povo as orações, esclarece o catecismo, lê o Evangelho em língua polonesa e dirige uma procissão para fora da igreja. Por volta do meio-dia inicia17 Em razão do pequeno número de padres na Lituânia e na Rússia, os bispos se aproveitavam da presença dos religiosos, encaminhando-os ao trabalho pastoral, à administração de paróquias. Por estímulos pastorais, bem como em razão da significativa distância dos fiéis das igrejas das paróquias próprias, os conventos de Skórzec e de Mariampol decidiram dedicar-se inteiramente ao trabalho pastoral. 18 Jabłońska-Deptuła, Przystosowanie..., 130. 19 ASV, Nunziatura di Vienna, vol. 281-I, f. 840, 1/3/1841. Dziewulski não menciona as paróquias nem os conventos, mas provavelmente se trata de Goźlin, Mariampol, Mirosław, Skórzec, Igłówka e Puszcza (as duas últimas como paróquias filiais). Os conventos que não possuíam paróquias, existentes ainda em 1841, eram Góra e Raśna. Na opinião de Jabłońska-Deptuła, Pryzstosowanie..., 130, os marianos possuíam naquele período somente três paróquias. F. Rodacki afirma, por sua vez, que os marianos atendiam a quatro paróquias: Obraz geograficzno-statystyczny..., tab. IV. 20 Cf. Introdução, I/4. 21 Horologium Marianum seu Ordinarium ceremoniale Ordinis Immac. Conc. B.V.M. Congr. Polonae in cura animarum fidelium et coadiuctorum parochorum, Warszawa, 1732.
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