94 “Para não permanecerdes inativos na Vinha do Senhor” – em direção ao apostolado Não existe a menor dúvida de que o Padre Papczyński queria instituir uma ordem apostólica, ativa, que ele chamou “Sociedade Mariana” ou ainda Sociedade da Imaculada Conceição134. Vitoldo Nieciecki esclarece que isso também estava “de acordo com a [sua] própria disposição e prática sacerdotal, de uma vida laboriosa”135, isto é, com dezesseis anos de ativa vida apostólica na ordem dos escolápios e três anos (1671-1673) de ministério como sacerdote em diversos lugares e circunstâncias. Devia tratar-se de um equivalente mariano, ou talvez até de uma complementação da Sociedade de Jesus136. No entanto, as sérias dificuldades que surgiram no início da formação da ordem não ofereciam outra possibilidade além da adoção da rigorosa forma eremítica, imposta pelo Bispo Święcicki em 1673 para o núcleo que surgiu em Puszcza Korabiewska. O Padre Papczyński dava-se conta de que o rigor dos decretos episcopais dificultava muito a realização do que ele imaginava que devia ser a sua congregação. Assim escreveu a esse respeito: “Aceitei as leis por ele [pelo bispo] impostas [...], porquanto, ainda que sob certo aspecto pareçam ser muito rigorosas, eu não me empenho por nada mais do que pela salvação da minha alma”137. Confiava que – se a congregação estava de acordo com a vontade divina – Deus em Sua Providência, através de sofrimentos e penitências, conduziria essa obra até o fim. Acreditava profundamente naquilo que ele mesmo havia confessado na primeira tarefa de descrever a origem dos marianos: “Apesar das inúmeras dificuldades que se apresentavam como obstáculo, a divina bondade e sabedoria inicia e leva adiante o que quer, ainda que os meios, segundo o julgamento humano, sejam a isso inadequados”138. Papczyński era obediente à Igreja e às disposições dos seus representantes, e por isso adaptou as suas leis às rigorosas disposições do Bispo Święcicki e, enquanto permaneceu em Puszcza, observou-as rigorosamente, visto que, como confessou: “Convém ao superior dos eremitas proceder adequa134 S. Papczyński, Założenie Domu Skupienia, 11, 13, 14, 18, in: Pisma zebrane, pp. 14611465. Repete-se o título „Sociedade Mariana”. 135 Witold Nieciecki, Główne cechy duchowości Zgromadzenia Księży Marianów, Roma 1965, p. 16. 136 Cf. ibidem. 137 S. Papczyński, Założenie Domu Skupienia, 24, in: Pisma zebrane, pp. 1467-1468. 138 Ibidem, p. 1455.
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