Os Marianos 1670-1788

405 A realização da reforma promovida A reforma promovida direcionou os marianos às tarefas sociais, aos problemas nacionais e ao engajamento na instrução da juventude. As constituições estimulavam os marianos “a fornecer a educação à juventude, onde quer haja possibilidade para isso”. O capítulo de 1791, interpretando esse artigo, esclarecia: “Embora a Ordem dos marianos, por força das suas Constituições, com especial solicitude e esforço se dedique à instrução da juventude, de maneira especial aconselha-se, porém, a todos os superiores locais que na medida das suas forças e possibilidades, para o adorno da Ordem, de todo o coração prestem serviços à Ilustríssima República e aumentem as escolas triviais”237. Da parte do Rei Estanislau Augusto e da Comissão da Educação Nacional provinha a pressão, apoiada pelo estímulo pontifício238, para que as ordens religiosas empreendessem o ensino de acordo com o programa da Comissão da Educação Nacional, apelo a que muitas ordens deram uma resposta positiva. E uma das primeiras foi a dos marianos, que conjuntamente se envolveram na obra da difusão da cultura leiga e religiosa e na luta contra o analfabetismo, abrindo escolas paroquiais quase em todos os seus conventos239. Em resposta aos pedidos e às expectativas da parte da nobreza e da burguesia, junto ao convento de Mariampol foi aberta uma escola para cerca de cem alunos. Foi introduzida a língua latina e foi ampliado o programa de ensino, o que – em razão de queixas da concorrência – ocasionou problemas para a escola mariana e até ameaças de seu fechamento240. A separação dos reformados exigiu dos marianos o rompimento com a antiga prática de vida, com as longas orações no coro, com muitas normas, com o estilo de vida e a severa disciplina dos reformados. Foi preciso também libertar-se dos costumes e hábitos até então vigentes, bem como da nomenclatura herdada dos reformados. Em muitas áreas houve a volta ao legado e às orientações do Padre Papczyński. De uma ordem monacal aos poucos se esboçava uma ordem clerical, apostólica. A separação estimulou 237 Cap. Gen., 1791/1; cf. Konstytucje Apostolskie, 1791, VI “Da doutrina cristã e das missões”. 238 T. Mizia, Szkolnictwo parafialne, pp. 49-50. 239 Os capítulos ordenavam a organização de escolas junto a todos os conventos, e essas escolas surgiram, coma exceção de Goźlin, onde em 1769 a igreja e o convento foram consumidos por um incêndio, bem como de Góra Kalwaria, onde já existia uma escola dirigida pela ordem das Escolas Pias. A respeito das escolas dirigidas pelos marianos, cf. J. Kosmowski, Marianie, pp. 223-233. 240 J. Totoraitis, Marianie, pp. 9-10.

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