Os Marianos 1670-1788

377 Em Roma, os marianos se sustentavam com as intenções das Missas, que com frequência eram escassas. Viviam modestamente, nos limites da pobreza, como informava o Pe. Juliano Koprowski: “Às vezes só comemos uma vez por dia [...], a alimentação é de fome, a nossa roupa está estragada, os hábitos também [...], passamos fome e frio”126. Convém assinalar que esta não era uma queixa isolada. Uma questão dolorosa eram também os conflitos de nacionalidade. Com a vinda do Pe. Norberto Gołkowski, o acesso dos candidatos italianos à ordem dos marianos era muito dificultado. Nos últimos anos da sua estada em Roma (1790-1798) não foi aceito nenhum candidato. A aproximação mútua era dificultada pelas diferenças culturais e pela falta de um bom conhecimento da língua. Parece que os marianos se sentiam como estranhos no ambiente romano. Não confessavam na sua igreja, nem para ganhar algum dinheiro nas basílicas durante as peregrinações, porque nenhum deles tentou prestar o exame que dava o direito a ouvir confissões. Para a catequese na igreja de S. Vito contratavam outros religiosos. Tratando com reserva os “marianos italianos”, não prepararam uma comunidade que contasse no mínimo três italianos, graças aos quais o convento poderia ter sido salvo e poderiam a ele ter voltado após o encerramento da campanha de Napoleão e a libertação de Roma. Sintetizando, constata-se que os marianos não aproveitaram a “chance romana” que lhes foi dada. Um trunfo para eles era a sincera benevolência de Pio VI, e a sua expressão foi, por exemplo, a promessa da ampliação do convento e o financiamento do prédio da nova escola. Importantes foram o apoio e a benevolência do cardeal protetor, que se tornou Henrique Stuart, descendente da família Sobieski, e a amigável sinceridade do Arcebispo Carlos Camuccio, apesar dos comportamentos e das ações não muito diplomáticos dos marianos diante dele. Empenhos pela beatificação do Padre Estanislau e do Padre Casimiro Já têm sido escritos muitos trabalhos abalizados a respeito dos processos de beatificação do Pe. Estanislau Papczyński e do Pe. Casimiro Wyszyński descrevendo o seu desenvolvimento e as dificuldades que no seu desenrolar se apresentavam, mas, falando aqui dos padres romanos, é pre126 Prot. Rom., carta de Juliano Koprowski ao Pe. Isidoro Taudt d 23.9.1780; idem, ao padre leitor de 20.12.1780.

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