Os Marianos 1670-1788

372 Pe. José Sarti99. Talvez somente porque estava doente e não tinha para onde ir. O primeiro a deixar a comunidade dos marianos em Roma foi o Pe. Aloísio Bondi, embora o tenha feito por estímulos nobres, ingressando numa comunidade monacal na abadia de Vallombrosa100. Em 1786 apresentou o pedido de secularização o Pe. Batta Scarzelli, e em 1787 o Pe. Domenico Scaravelli101. No dia 8 de agosto de 1788 Barnabé de Ancona, no dia 10 de setembro de 1796 Agostinho Schneider, que queria voltar aos seus em traje de padre secular e pedia a secularização. Diego Tichi pede a dispensa do hábito e do convento no dia 3 de maio de 1799102. Naturalmente todos obtiveram a secularização e passaram às paróquias italianas. A respeito desses religiosos não há na documentação mariana nenhuma menção. Os únicos dados são provenientes dos documentos da Penitenciaria. Ao convento de S. Vito eram enviados da Polônia os religiosos mais cultos, preparados, de boa convivência social. Por dezoito anos permaneceu ali o Pe. João Niezabitowski, doutor em teologia e pintor, de grande cultura pessoal103. Além de Cândido Spourny e de João Niezabitowski, que foram os fundadores do convento, nos anos oitenta do século XVIII residiram ali os padres Félix Hadrawa, Juliano Koprowski, Justio Skrzyński, Emérico Reuban (Reubau), Aloísio Długołęcki e Norberto Gołkowski. São também conhecidos os nomes que se encontravam em Roma em 1793. Eram eles: Tadeu Białowieski – procurador-geral dos marianos, Silvestre Lechniewicz – procurador-geral “Totius Ordinis”, Cândido Spourny, Dídaco Tichi (italiano), Valentim Czubernatowicz e José Sarti (italiano). A casa religiosa se mantinha basicamente com os estipêndios das Missas. Por uma Missa ganhavam-se 15 “baiocos” (que na época representavam o valor de 1 zlóti na Polônia). A isso se adicionavam os modestos subsídios das capelanias e as eventuais pequenas ofertas depositadas nos cofres pelos fiéis e pelos peregrinos. De acordo com as informações enviadas pelos marianos, os preços dos produtos alimentícios em Roma eram pelo menos duas vezes mais altos que na Polônia, e por isso sustentar-se com as ofertas pelas intenções das Missas era muito difícil. 99 ASV, Congr. VV. et RR. Sez. Regolari, Maij 1802, Padri Mariani; ASV, Memoriali, vol. 205, f. 512r. 100 ASV, Pius VI, 1781-Sez.Brevi, 3962, f. 248r; B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 3536. 101 ASV, Archivio Della s. Penitenziaria Apostolica, vol 2 (M) - 1787. 102 ASV, Reg. Reg. Vol. 207- Mariani Italiani; Archivio Della S. Penitenziaria Apostolica, Indici alfabetici dei regolari, vol. 2, 4, Mariani. 103 I. Galicka, H. Sygietyńska, Jan Niezabitowski, PSB, X. p. 99.

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