Os Marianos 1670-1788

352 biewska, determinou que para o cargo de procurador-geral fosse enviado de Portugal a Roma o Pe. Rafael de Buffo, fornecendo-lhe como auxiliar um irmão português16. Em razão de sérias dificuldades relacionadas com recursos humanos, essa decisão não foi executada. Por isso novamente, no dia 20 de julho de 1764, no capítulo em Góra, foi tomada a nova decisão de enviar a Balsamão o Pe. Valentim Czubernatowicz, de onde, a seguir, juntamente com o Padre Rafael de Buffo, ele devia viajar a Roma. O Padre de Buffo devia assumir em Roma o cargo de procurador-geral, e o Padre Czubernatowicz devia empreender estudos17. Essa foi a primeira tentativa de encaminhar um mariano a estudos em Roma. No entanto essa decisão mostrou ser inexequível, e por isso o Padre de Buffo permaneceu em Balsamão e o Pe. Valentim Czubernatowicz voltou à Polônia18. Graças aos empenhos do superior geral Pe. Jacinto Wasilewski (1763-1770), igualmente educando do Padre Casimiro, no dia 10 de junho de 1767 foi aberto o processo de beatificação do Pe. Estanislau Papczyński e realizou-se em Varsóvia a sua primeira sessão. Isso exigia um engajamento maior de toda a congregação – material, espiritual e organizacional – e estimulava à busca da possibilidade de abrir “alguma” fundação em Roma. Esses empenhos eram continuamente perturbados pela situação na Polônia. Em 1768, na assembleia em Radom, sob pressão da Rússia e da Prússia, foi tomada a resolução da igualdade de direitos das pessoas de outras religiões, e foi instituída como sua fiadora a Imperatriz Catarina II, que introduziu na Polônia os exércitos russos19. Essa resolução conferia às pessoas de outras religiões enormes privilégios, maiores que em qualquer outro país da Europa, e a sua defesa serviu de pretexto para a intervenção armada na Polônia. A resposta às maquinações russo-prussianas foi a instituição, no dia 29 de fevereiro de 1768, da Confederação de Bar (na cidade de Bar, na província de Podole), que se propunha como objetivo “a defesa da fé, da liberdade e da soberania do país”. A desesperada e trágica luta dos confederados com o exército russo durou quatro anos e resultou em derrota, em destruição do país e na primeira partilha da Polônia20. Sofreram com isso também os conventos marianos21. Foram precisos alguns anos para 16 Prot. Bals., pp. 145-146. 17 Cap. Gen.,1764/11; B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, p. 34. 18 Cf. o capítulo Desenvolvimento da congregação em Portugal, p. 340 e ss. 19 J. Kłoczowski, Średniowiecze i Rzeczpospolita, p. 108. 20 Cf. W. Czapliński, Zarys dziejów pp. 355-360; P. Jasienica, Dzieje agonii, pp. 326-331. 21 Os livros de despesas registram muitos exemplos de roubos da parte dos soldados russos nos conventos, p. ex.: “Ao comandante que entrava, para que não roubasse”, “Aos russos,

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==