Os Marianos 1670-1788

351 ele devia sem falta voltar à Polônia11. Ainda naquele mesmo mês o Padre Fischer voltou à Polônia e logo após a sua volta, no capítulo de 30 de junho de 1754, ele foi destinado ao cargo de mestre dos noviços, obrigação que cumpriu com zelo até o capítulo de 1757, no qual foi nomeado para o cargo de comissário geral em Portugal12. Apesar dos variados empenhos e esforços do Padre Wyszyński, não foi possível lançar bases firmes para a existência da procuradoria em Roma, mas neste ponto é preciso enfatizar que foi um sucesso dele a amizade estabelecida em 1751 com o Pe. Giovanni Allegiani, que era o advogado romano na Congregação para as Causas dos Santos. Nos anos 1751-1783, como pessoa influente, resolveu junto à Santa Sé muitos assuntos para os marianos, dirigiu o processo com o Padre Turczynowicz, ajudou a encontrar o posto de Roma, em Portugal conseguiu os documentos exigidos para a existência legal da fundação e no futuro depôs no processo de beatificação do Padre Casimiro. Reportando-se à sua amizade com ele, atestou sobre a sua espiritualidade e a sua pessoa13. Estabeleceu também uma estreita cooperação com o Pe. Giovanni Allegiani o mariano Pe. Luís Zapałkiewicz, que no dia 1 de janeiro de 1767 foi nomeado oficialmente como procurador-geral para a causa da beatificação do Padre Fundador14. Os insistentes apelos do Padre Wyszyński não permaneciam sem eco. O superior geral Pe. Caetano Wetycki (1752-1757), seu educando, compreendia a necessidade e o significado da beatificação do Padre Fundador. Ele ordenou a coleta de testemunhos sobre a santidade de vida do Padre Papczyński e sobre os milagres operados por sua intercessão. Ordenou também que nessa intenção fosse cantado três vezes por dia o Veni Creator15. Igualmente o superior geral Pe. Jacinto Wasilewski (1763-1770) foi um zeloso devoto do Padre Fundador e a causa da sua beatificação era uma das suas sinceras preocupações. Compreendendo também o significado de uma procuradoria própria em Roma, envidou esforços com o objetivo de organizá-la. No dia 11 de setembro de 1763, no capítulo em Puszcza Kora11 Wyszyński, Diariusz, p. 385. “O Padre Aleixo em breve deve afastar-se daqui, porque o ar daqui não lhe faz bem. Agora se encontra na enfermaria. Quando a sua saúde melhorar um pouco, ele voltará à Polônia”. Por diversas vezes queixou-se de problemas de saúde o Pe. Casimiro. Isso se devia ao clima e às condições inadequadas de residência. Escrevia ao superior geral: “Os médicos afirmam que eu não possuo residir aqui por mais tempo [...]. Se não me tivesse mudado, com certeza já teria morrido”. 12 Prot. Bals., 68. 13 Positio, Wyszyński, pp. 427, 491-492. Cf. Wyszyński, Diariusz, pp. 142, 225, 370, 411, 418. 14 Navikevicius, p. 232. 15 Ibidem.

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