334 esclarecia que “a falta de dinheiro não pode ser nenhum obstáculo na promoção do processo”. A motivação para isso – como informava – era o seu conhecimento pessoal e a amizade com o Padre Casimiro e as suas “admirabiles virtutes”331. Não sabemos por que essa oferta não estava valendo em 1783. Talvez o generoso benfeitor já tivesse falecido? O desenvolvimento da Congregação em Portugal Sob o governo do Padre Aleixo Fischer Em nome do seu amor à ordem e da gratidão diante do seu mestre espiritual Padre Wyszyński, o Padre Fischer, em cooperação com o Padre de Buffo e o superior do convento João do Rosário, empreendeu diversos esforços para que a obra lançada em Balsamão pelo Padre Casimiro com tanto devotamento e dedicação fosse estabelecida em permanentes bases legais e para assegurar aos marianos em Portugal a estabilização e a continuação da atividade e da formação espiritual. A tarefa mais importante era obter a ratificação real do convento em Balsamão e a aprovação da ordem dos marianos em Portugal, porquanto naquele país, sem a aprovação real, as ordens religiosas não tinham o direito de existência. Alguns dias após o afastamento do Irmão João de Deus, temendo as suas maquinações hostis, o Pe. Aleixo Fischer e o Pe. João do Rosário dirigiram-se a Lisboa para cuidar da aprovação do convento em Balsamão332. Eles buscaram o apoio do núncio, do bispo de Miranda, dos magnatas e benfeitores dos tempos do Padre Casimiro, mas apresentava-se como obstáculo o todo-poderoso ministro do Rei José I, o Marquês de Pombal, que tinha uma grande influência nas decisões do frágil monarca333. Por exemplo, ele restabeleceu e subordinou ao Estado a instituição da Inquisição, que se tornou uma ferramenta perigosa em suas mãos. Ele também publicou muitos decretos que investiam contra a liberdade da Igreja, especialmente contra a vida religiosa. Em 1759 confiscou os bens dos jesuítas e a seguir expulsou-se de forma cruel das fronteiras de Portugal334. Aos pedidos dos marianos ele 331 Positio, Wyszyński, pp. 490-491. 332 Vargas, Memória, pp. 40-41; B. Jakimowicz, O. Aleksy Fischer, p. 56. 333 Katarzyna Płonkowska, Pombal Sebastiano José (1699-1782), in: Enc. Katol., t. 15, 13521353. 334 Joseph Hajjar, Wiek Oświecenia i rewolucja (1715-1800), in: Historia Kościoła, t. IV, trad. T. Szafrański, Warszawa 1987, pp. 69-78.
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