332 dava o direito “a um lugar mais digno e à preservação do corpo diante da profanação”321. Após receberem o decreto, no dia 26 de junho os coirmãos realizaram a exumação e transportaram o corpo à cela na qual o Padre Casimiro havia falecido (sic!). A seguir prepararam um ataúde digno e no dia 18 de julho322 depositaram nele o corpo juntamente com alguns ex-votos que se encontravam junto ao túmulo. Para preservar o corpo e o ataúde dos peregrinos que acorriam e que queriam retirar alguma partícula como relíquia, o ataúde foi fechado com duas sólidas fechaduras e localizado naquele mesmo lugar debaixo do piso onde se encontrava anteriormente. Os numerosos peregrinos que vinham ao túmulo do Padre Casimiro e os milagres e as graças que ali ocorriam eram uma motivação adicional para a instauração do processo de beatificação. Já no dia 17 de julho de 1757 o Pe. João do Rosário informou por carta ao superior geral na Polônia que em Balsamão havia sido aberto um livro das graças e dos milagres alcançados para documentar os sinais da santidade do Padre Casimiro323. De 1 de julho de 1757 a 16 de setembro de 1759 foram verificados 141 “sérios milagres” e curas extraordinárias: da epilepsia, da tuberculose, da cegueira, de diversas feridas e doenças interiores. Para a fidedignidade dos depoimentos eles eram feitos sob juramento e cada um deles era assinado pelo “curado”, pelo presidente e pelo vice-presidente do convento324. De 16 de abril de 1758 a 19 de agosto de 1763 foram registradas 132 curas e outras graças e foram recebidos 77 ex-votos juntamente com donativos em importâncias diversas325. Dignos de atenção eram o zelo e a responsabilidade dos irmãos portugueses pela preservação de todo tipo de lembranças, relatos e recordações relacionados com o Padre Casimiro, bem como a solicitude pela detalhada descrição das graças e dos milagres alcançados. A afluência dos peregrinos e a crescente fama da santidade do Padre Casimiro estimularam o residente de Balsamão e o Padre Fischer a enviarem um pedido ao bispo de Miranda para que ele indicasse um procurador da causa oficial e com a sua autoridade episcopal confirmasse a autenticidade dos depoimentos re321 Prot. Bals., 87. 322 Positio, Wyszyński, p. 403; Prot. Bals., 86-88. O documento sobre a exumação realizada foi assinado por: Pe. Aleixo Fischer, Pe. João do Rosário e dois irmãos leigos portugueses. 323 Prot. Bals., 65. 324 Positio, Wyszyński, p. 403. 325 B. Pires, Ojciec Kazimierz, passim; Positio, Wyszyński, p. 403. Os registros dos anos 17581763 eram feitos num outro livro pelos marianos vindos da Polônia.
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