321 falta, porque não apenas aqui, mas também em Lisboa tenho importantes benfeitores que muito ajudam nos empenhos pela nossa ordem”. Contava também com o sério apoio do bispo de Miranda: “O bispo gostou muito da nossa ordem e, embora fossem numerosos e sérios os apoios a outras ordens, a todas negou e mandou aceitar o nosso Instituto [...], e eu, da parte do bispo, conto com todos os favores”. A respeito dos coirmãos da comunidade Balsamão escreveu: “Trata-se de pessoas de grandes atributos, mas é preciso saber como proceder com eles. A mim eles envolvem de grande amor, porque com a ajuda da graça divina sei como a eles devo adaptarme”287. Não são palavras de orgulho ou de arrogância. O Padre Casimiro, em sua humildade, sabia que essa era a verdade e queria convencer os marianos na Polônia de que eles não deviam ter medo de Portugal, porque os seus habitantes, como ele mesmo os definiu, eram uma nação honrada, nobre e religiosa. No seu Diário, iniciado na véspera da vestidura dos cinco portugueses, escrito de 12 de abril a 28 de agosto de 1755, infelizmente preservado somente em parte, o Padre Casimiro registrava os dados dos candidatos que desejavam ingressar no convento mariano em Balsamão288. 287 Ibidem, pp. 415-417. 288 Prot. Bals., pp. 19-22; Positio, Wyszyński, pp. 269-273. Santuário da Santíssima Virgem Maria dos Padres Marianos em Balsamão (aspecto atual)
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