298 va direcionado aos moradores e aos serviçais do paço, à nobreza da região e como ajuda pastoral em paróquias extensas. Após o encerramento do segundo mandato, o conselho geral propôs que em razão dos trabalhos realizados e dos méritos granjeados o Padre Wetycki escolhesse um convento da sua preferência para a residência e o descanso. Com humildade ele recusou isso e, para continuar a servir e a formar a juventude mariana, assumiu em Mariampol o cargo de mestre de noviciado e leitor de teologia176. Nesse cargo, segundo o necrológio, “ele inflamava o amor nos corações dos seus discípulos. Era para eles um exemplo de vida piedosa e de bons costumes, não apenas dando lições, mas também incutindo neles o exercício espiritual da abstinência e da disciplina religiosa”177. O Padre Carlos Hondlewski, secretário geral dos marianos, que conheceu pessoalmente o Padre Wetycki, expressou a respeito dele esta opinião: “Foi um padre conhecido na ordem dos marianos pela sua vida correta e honesta. Resplandeceu dotado de muitas virtudes, especialmente da seriedade e da dignidade, adornado da modéstia e da moderação religiosa. Buscou continuamente a perfeição religiosa. Foi um exemplo de vivo amor a Deus, de fervorosa e ardente oração e de fidelidade na observância da Regra e das Constituições”178. Diante de si mesmo o Pe. Caetano foi um severo asceta, e as testemunhas depuseram que levou uma vida muito espiritualizada, e pelos jejuns, pelas flagelações, mortificações e orações alcançava graças para os outros. Jonas Totoraitis escreveu a seu respeito: “Sendo repleto da graça de Deus, curava os doentes que junto a ele buscavam socorro e conforto, pela oração e pela imposição [os curava]”179. Uma séria perda para os marianos foi a sua prematura morte no dia 19 de maio de 1761 em Mariampol, com a idade de quarenta e oito anos180. Vale a pena ainda chamar aqui a atenção para uma decisão tomada no capítulo de 1754. Sob a influência do Padre Wetycki, os padres capitulares chegaram à conclusão de que a ingerência dos comissários dos reformados nos assuntos marianos muitas vezes ultrapassava os apropriados limites, e em razão disso foi decretado que o comissário não tinha o poder de permitir aos marianos a visita a seus parentes, não podia decidir a respeito da ordenação dos seminaristas marianos nem impor o hábito aos noviços, 176 LCVA, Tabula generalis. Biograma de Caetano Wetyckiego; B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, p. 38. 177 J. Totoraitis, Marianie, p. 18. 178 LCVA, Tabula generalis. Biograma de Caetano Wetycki. 179 J. Totoraitis, Marianie, p. 18. 180 Album zmarłych. 18 de maio.
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