Os Marianos 1670-1788

295 marianos em Raśno a manterem uma escola – “instructio saecularium studiosorum”, introduzido pelo comissário reformado, comprova que os reformados continuavam a ter uma voz decisiva nas decisões tomadas157. Um sinal inquietante era a proibição de os seminaristas pregarem sermões na igreja158, o que era permitido pelas práticas marianas e ao que estimulava o próprio Padre Papczyński159. O mencionado capítulo tomou também a decisão de ampliar o santuário em Puszcza Korabiewska, ao que sem demora se deu início com o apoio da família Sanguszko de Guzów. O santuário foi ampliado e foi bento em 1755160. Naquele mesmo capítulo, conhecendo as dificuldades residenciais dos marianos, o Padre Wetycki ordenou a realização de reformas nos conventos com o objetivo de melhorar as condições residenciais dos religiosos161. A necessidade de mais melhorias nas condições residenciais dos religiosos, da ampliação dos conventos em Skórzec, Goźlin e Raśno, bem como de ordenar o seu entorno, foi com toda a força decretada no capítulo de 1754162. Os coirmãos marianos tinham em alto apreço os empenhos do Padre Wetycki pelo desenvolvimento e pela santidade da ordem. Por isso, no capítulo do dia 30 de junho de 1754, em Puszcza, ele foi novamente eleito para o cargo de superior geral163. Da carta que após a eleição ele enviou aos coirmãos emana um profundo amor, a humildade e a solicitude por todo mariano. Em seu conteúdo pode-se perceber quase que literalmente os pensamentos contidos nas cartas do superior geral Padre Wyszyński. Escreveu ele: “Eu, indigno e apesar de ser o mais miserável entre Vós, fui escolhido para ser o superior geral por mais um triênio. Assim, pois, com esta carta pastoral venho a Vós, Veneráveis, mui Veneráveis, e principalmente caríssimos irmãos. Não venho como um mercenário que não se preocupa com as ovelhas, nem como aquele que governa, mas como o ínfimo servo Vosso, recomendando-Vos o amor a Deus e ao próximo. Lembrai-Vos da Vossa vocação, para que realmente sejais marianos – e não apenas de nome filhos de Maria, para que após esta primeira vida, sob a direção e a proteção de Maria, possamos encontrar o alimento da eterna 157 Cap. Gen., 1750/41. 158 Ibidem, 1750/8. 159 List do marianów w Puszczy, in: Pisma zebrane, pp. 1476-1480. 160 Cap. Gen., 1750/42; cf. Wacław Makoś, Puszcza Mariańska. Kolebka Zgromadzenia Księży Marianów, Warszawa 2000, p. 18. 161 Cap. Gen., 1750/43/44. 162 Ibidem, 1754/20/21/22. 163 Ibidem, 1754.

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