294 teus filhos estão aqui? – Não, resta ainda o mais novo, que está cuidando do rebanho. – Manda buscá-lo’. Da mesma forma também eu – o último dentre os filhos [marianos], despreparado – fui convocado pelo Senhor. Fui escolhido para Vos servir, não para ser servido. Não fui escolhido para ser um mercenário, mas para ser um verdadeiro pastor no amor sincero. Por isso ofereço os meus braços a todos Vós, para que, se encontrar na Congregação algo de frágil – possa fortalecê-lo, se encontrar algo de doente – possa curá-lo”152. Essa humilde carta é como que um eco da carta do superior geral Wyszyński escrita após a sua eleição para o segundo mandato153. Caetano Wetycki era um dos poucos marianos que compreendia a necessidade e o significado de uma fundação em Roma e da abertura naquela cidade de um posto mariano e da sua própria procuradoria. Nesses empenhos ele diligentemente apoiou o Padre Wyszyński. No dia 30 de junho de 1752 decidiu que para o cargo de procurador-geral fosse enviado a Roma o Pe. Aleixo Fischer154. De forma coerente, empenhou-se também nos esforços para a abertura de um núcleo mariano em Portugal. Para essa missão destacou o Padre Wyszyński, fornecendo-lhe como colaborador o Pe. Beno Bujalski155. Tinha igualmente um grande apreço pela causa da beatificação do Padre Fundador, que nele havia incutido o Padre Wyszyński, e nessa questão demonstrou muito zelo. No dia 11 de janeiro de 1752, através de uma carta circular informou os marianos a respeito dos esforços empreendidos em Roma pelo Padre Casimiro com o objetivo de dar início ao processo de beatificação, convocou à oração nessa intenção e à coleta de todos os testemunhos sobre a vida, a atividade e a santidade do Padre Papczyński156. Sob a administração do Padre Wetycki realizaram-se dois capítulos gerais. No capítulo de 1750, em Skórzec, foram elaborados 48 decretos que diziam respeito a todas as áreas da vida religiosa. Tinham o caráter de disposições ordenadoras, disciplinares e ascéticas. Através da sua realização visava-se a elevação da disciplina, da observância religiosa, da clausura, do amor fraterno e das práticas piedosas. O decreto 41, que ordenava aos 152 Cap. Gen., 231-232. Carta de 2.12.1750. 153 Wyszyński, Stróż, pp. 180-181. Carta de 2.7.1747. O conteúdo do trecho é o seguinte: „Venho a Vós não de outra forma, mas como um bom pastor, pela porta da eleição legal. Venho submisso à vontade de Deus [...]. Venho a Vós para servir, não para governar. Não como um mercenário, que não se importa com as ovelhas, mas como um verdadeiro pastor, com sincero amor. Venho [...] para encontrar com pastoral solitutude aquilo que se perdeu, e para envovoler de amor aquilo que está ferido”. 154 Prot. Bals., 71; Wyszyński, Diariusz, pp. 329, 350, 353. 155 Cap. Gen., 1752/1; Wyszyński, Diariusz, p. 329. 156 LCVA, Tabula generalis. Biograma de Caetano Wetycki. Cap. Gen., 237-238.
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