290 – esmola para os marianos”134. A benevolência dos hierarcas de Poznań e Gniezno manifestava-se não somente no seu apoio material, mas também na ação deles na promoção dos processos de beatificação do Pe. Estanislau Papczyński e do Pe. Casimiro Wyszyński. A esse respeito é preciso mencionar especialmente o Primaz Antônio Casimiro Ostrowski, que era parente do Pe. Casimiro Wyszyński e sobrinho do superior geral dos marianos Pe. Bernardo Ostrowski135. Entre os que apoiavam os processos encontravamse igualmente o Bispo André Młodzianowski, o Bispo André Załuski, o Bispo Antônio Onofre Okęcki, o Primaz Cristóvão Szembek, o Bispo Teodoro Czartoryski e o Primaz Teodoro Potocki136. Eles escreveram à Santa Sé “Cartas de intercessão”, atestando a extensa fama da santidade, em toda a Polônia, de ambos os Servos de Deus, e um pedido ao Santo Padre para a instauração do processo de beatificação do Padre Papczyński137. Uma avaliação das capelanias marianas se torna difícil e incerta. Até hoje não tem sido pesquisada a atividade dos marianos nos círculos dos magnatas nem a sua influência não apenas na espiritualidade dos solares, mas também na política. As capelanias que funcionavam por muitos anos desenvolviam e fortaleciam o vínculo emocional com o protetor. Chegava a ocorrer uma identificação do religioso com o ambiente do solar. Um capelão dessa categoria tornava-se quase uma pessoa da casa, o que testemunham claramente as relações do Padre Dziewulski com a estirpe dos Czartoryski138. A respeito dos outros não sabemos muita coisa, visto que não se preservaram documentos. Muitas vezes o capelão se tornava o conselheiro do seu protetor e seu coração estava mais perto do solar do que da ordem. Os jesuítas, que tinham muitos capelães nos solares, elaboraram todo um programa da permanência na capelania, relacionado com a observância da disciplina religiosa, a residência fora do convento e os exercícios espirituais139. Os que não observavam o programa eram removidos da capelania para o convento. 134 Os dados são provenientes de Regesta perceptarum, Puszcza Korabiewska, 1744-1784. 135 Positio, Wyszyński, pp. 469-470, 505-506. „Importante, fra le testimonianze e questa di A. C. Ostrowski, vescovo, che fu in familiarita con lui.” 136 Positio, Papczyński, pp. 835-839; Positio, Wyszyński, pp. 426, 427, 460. 137 Ibidem. 138 Seweryna Duchińska, Wspomnienia z życia Maryi z Ks. Czartoryskich ks. Wirtembertskiej, Warszawa 1886, pp. 39, 46, 53, 55, 59, 74, 75, 101. A autora cita as memórias de Maria Wirtemberg relacionadas com o Pe. Dziewulski e o seu relacionamento próximo com o solar dos Czartoryski. 139 Andrea Mariani, Aktywność jezuickich kapelanów nadwornych prowincji litewskiej, in: „Rocznik Lituanistyczny”, 1 (2015), pp. 37-81.
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