Os Marianos 1670-1788

280 de, e o tempo de trabalho nas capelanias durava até alguns anos89. Os superiores maiores davam o sinal de alarme, mas eram impotentes, porque, quanto mais severos os decretos e as admoestações expedidas, tanto mais capelães marianos se afastavam da ordem e passavam ao clero diocesano. Pode-se afirmar que mais que a metade deles não voltou das capelanias aos conventos90. Além do confortável estilo de vida, um importante fator que estimulava os marianos ao trabalho “por fora” era o proveito material. Em meados do século XVIII um capelão ganhava cerca de 150 zlótis anualmente. Essa importância era destinada ao convento. Adicionava-se a isso o sustento total e uma razoável soma “pro victu et amictu”. Essa remuneração crescia sistematicamente e no final do século XVIII alguns capelães recebiam 250 zlótis por ano91. Será que isso era muito? Para informação destacamos que por uma intenção de Missa o donativo era de 1 zlóti, o mesmo valor pago pelos marianos a um trabalhador qualificado. As importâncias recebidas das capelanias não eram exageradas, mas é preciso lembrar que nos conventos funcionava a economia dos produtos e que as fontes de ganhar dinheiro não eram muitas. As capelanias nos solares dos magnatas e o trabalho educacional A Comissão da Educação Nacional, instituída em 1773, dedicava muita atenção às escolas comunais, à sua administração e manutenção pelo clero diocesano e religioso92. Igualmente os marianos compreenderam essa necessidade e envolveram-se na educação da sociedade. No capítulo de 1782, o superior geral apresentou essa tarefa como prioritária93. Na onda desse movimento, os marianos não somente abriram escolas paroquiais junto aos seus conventos, mas também, nos anos 80 e 90 do século XVIII, assumiram capelanias cuja tarefa principal era a educação dos filhos da nobreza. Como exemplo, apresentamos alguns registros: “Em 1784, in vim da educação do 89 P. ex. Benedito Hoenig foi capelão nos anos 1750-1770; Isidoro Taudt em 1770-1792; Estanislau Chromiński em 1814-1832. Permaneceram nas capelanias por alguns anos os padres Valentim Czubernatowicz (†1785), Aloísio Chełstowski (†1794), Bonifácio Hubryk (†1791), Estêvão Micewicz (†1789), Domingos Śliwiński (†1775) e outros. 90 J. Kosmowski, Marianie, pp. 179-180, notas 78, 79. 91 Rejestra perceptorum, Goźlin. Pela capelania em Korytnica, em 1797, foram cobrados 216 zlótis. Pale capelania em Maciejowice, em 1794, foram cobrados 250 zlótis. 92 Irena Szybiak, Szkolnictwo Komisji Edukacji Narodowej w Wielkim Księstwie Litewskim, Wrocław 1973, pp. 17-19. 93 Cap. Gen., 1782/5/17.

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