Os Marianos 1670-1788

272 Mariampol, para a polonesa em Puszcza Korabiewska e para a russa em Berezdów57. Ao pedido encaminhado à Santa Sé e relacionado com essa questão, em 1792 esta expressou o seu consentimento. Infelizmente, a segunda partilha da Polônia, em 1793, e a terceira, em 1795, a Confederação de Targowice, as lutas internas, a anarquia, a Insurreição de Kościuszko (1794) levam ao aniquilamento do Estado polono-lituano. Os conventos marianos passaram ao domínio de monarquias não católicas, para as quais o objetivo seguinte era a dissolução das ordens religiosas, e o imediato – a restrição da sua atividade. Teve início a longa e difícil luta das ordens religiosas “pela existência e pela sobrevivência”. Durante a reforma empreendida no mandato do superior geral Raimundo Nowicki (1766-1778) e concluída em Roma pelos padres Cândido Spourny e Norberto Gałkowski nos anos 1786-1787, já havia entre os marianos apenas nove checos. Em razão das borrascas políticas encerrouse o afluxo de novos candidatos, mas a semente lançada por muitos deles estava produzindo abundantes frutos. Eles são dignos de admiração em razão do seu desvelo pelo desenvolvimento da ordem, da fidelidade aos votos professados e do grande zelo apostólico. Foram justamente eles os organizadores dos novos conventos em Mariampol, Raśno, Roma e os seus primeiros superiores, enquanto que o Padre Fischer permaneceu por vinte e sete anos entre os marianos portugueses, que tentavam afastar-se da ordem matriz, opondo-se eficazmente a esses propósitos. Os checos, como pessoas profundamente educadas, transmitiam às novas gerações a ciência e ampliavam os seus horizontes de pensamento e de espírito. Como capelães de grandes solares, contribuíam para o aumento do prestígio da ordem, granjeavam novos mecenas e também apoiavam a ordem materialmente. Alguns deles edificavam os fiéis e os coirmãos marianos pela sua postura evangélica, levando uma vida autenticamente piedosa. No Álbum dos falecidos, a respeito de alguns deles foram escritas coisas espantosas. Por exemplo, lemos que o Pe. Mateus Siedlaczek, “que era asceta, algumas vezes passava muitos dias sem comer nem beber”; o Pe. Nicolau Kreyczyk “distinguiu-se pela pobreza e pela humildade”; o Pe. Narciso Rychter (Richter) “flagelava-se, jejuava e usava o cilício”. Por isso, além da admiração pela sua variada atividade, pelo seu zelo, pelo espírito apostólico e pela vida exemplar num país a eles estranho, a ordem dos marianos também lhes expressa uma profunda gratidão. Extrapolando um pouco os limites temporais do presente trabalho, é preciso assinalar que no final do século XVIII 57 ASV, Congr. VV. et RR. Sezione Regolari, Mariani, Fundatio Novitiatus, julho 1792.

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