267 dre Szkraffer o respeito e a amizade, ao saber da sua morte assim escreveu a seu respeito numa carta de Portugal: “Forneceram-me a mui triste notícia sobre a morte do Pe. João Câncio, assistente geral, professor de teologia e de literatura, pessoa de exemplar vida religiosa. Ele era agradável em tudo sem exceção, viveu em concórdia com todos, sempre sereno. Ninguém ouviu da sua boca alguma queixa ou lamentação. Com toda a simplicidade ele realizava as ordens dos superiores. A sua morte encheu a nós e toda a ordem de uma grande dor”43. No seu necrológio foi escrito que o Padre Szkraffer era uma pessoa extremamente benemérita, homem de eminente piedade, retidão e ciência, que com o seu trabalho e a sua nobreza muito contribuiu para o desenvolvimento da ordem dos marianos”44. Dentre os menos conhecidos educadores e leitores checos lembremos ainda a figura do Pe. Agostinho Lagotta, também falecido prematuramente no dia 24 de junho de 1780, que por cinco anos lecionou filosofia no convento de Góra45. No convento de Skórzec foi também por alguns anos leitor de teologia Damásio Wokal. Ele exerceu essa função e o cargo de superior do convento em Skórzec até a sua repentina morte, que o surpreendeu em 1768 na idade de cinquenta e seis anos. Também merece uma menção especial o Pe. Leopoldo Wawrau, por muitos anos leitor de filosofia e teologia. Deve ter sido o primeiro a ensinar aos seminaristas marianos a história da arte, que ele mesmo havia estudado e pela qual muito se interessou. Faleceu em 1799 com a idade de cinquenta e cinco anos. Entre os muitos eminentes marianos de origem checa o historiador mariano já falecido Pe. Boleslau Jakimowicz coloca em primeiro lugar o Pe. Aleixo Fischer, que foi uma pessoa universalmente preparada, zelosa no serviço a Deus, um prudente e dedicado apóstolo. Nascido no dia 23 de junho de 1721 em Praga, veio à ordem dos marianos em 1740 com um grupo de onze checos que o Pe. Casimiro Polak trouxe à Polônia. Ordenado sacerdote em 1745, nos anos 1749-1752 foi professor de teologia moral em Goźlin, e desde 1753 desempenhou as obrigações de mestre do noviciado em Puszcza Korabiewska. O Padre Boleslau Jakimowicz assim avaliou o papel dos checos na comunidade mariana: “Os marianos de origem checa trouxeram à ordem uma grande contribuição intelectual e espiritual. Pelo exemplo da vida, 43 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, p. 25; idem, O. Aleksy Fischer komisarz generalny w Portugalii, in: Marianie 1673-1973, Roma 1975, pp. 50-62. 44 Album mortuorum, 9.1.1765. 45 Ibidem, 24.6.1780.
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