Os Marianos 1670-1788

261 Pe. Isidoro Taudt. Vale a pena também mencionar que os marianos eram tão altamente apreciados pela família Czartoryski que o cargo de capelão lhes era proposto igualmente por solares de algumas linhas colaterais dessa poderosa família até 1853. O terceiro benemérito mariano de origem checa e capelão do solar da família Butler, benfeitores marianos e fundadores do núcleo em Mariampol, foi o Pe. José Mraas. Ele nasceu em 1739, professou os votos religiosos em Puszcza Korabiewska em 1758 e recebeu a ordenação sacerdotal em 1762. Não possuímos muitos dados a respeito da sua vida e atividade, mas sabemos que concluiu os estudos na universidade de Praga. Na ordem, como pessoa erudita, lecionou teologia aos seminaristas marianos em Mariampol e foi ao mesmo tempo superior desse convento. Em 1771 foi enviado pelas autoridades religiosas a Kaliningrado, para ser capelão no solar de Nicolau Butler, onde permaneceu até a sua morte em 1782. Exerceu essa função já pela segunda vez, embora não saibamos em que anos foi ali capelão pela primeira vez25. Em razão dos seus valores espirituais, intelectuais e pessoais, em 1788, em Raśno, o capítulo o elegeu como vice-superior geral, comissário e visitador. Após a morte prematura do superior geral Estanislau Mogień (12 de março de 1789), o Padre Mraas, como vigário geral, de acordo com a lei assumiu o cargo de superior geral26. Como superior geral, diligentemente se empenhou pela aprovação dos conventos marianos pelo parlamento, utilizando-se, para isso, do apoio do capelão Pe. Taudt e da família Czartoryski. Humilde, modesto, nem queria aceitar o cargo de superior geral. Graças à sua índole bondosa, à autêntica humildade, à prudência e ao trato cativante era muito querido pelos coirmãos, da mesma forma que pelas pessoas leigas, que o tratavam com grande respeito. Em 1791 providenciou a autorização para a construção do novo convento em alvenaria em Mariampol e no dia 25 de maio daquele ano veio a essa localidade para pessoalmente benzer a pedra fundamental da edificação. Assim escreveu a esse respeito o cronista mariano: “No ano 1791, no dia 25 de maio, foi iniciada a construção do convento em alvenaria. A primeira pedra e os fundamentos foram bentos pelo Padre José Mraas [...] e a construção começou primeiro do lado da cidade [...]”27. 25 J. Totoraitis, Marianie, p. 19. 26 Prot. Mariamp. „No ano de 1789, no dia 12 de março, às oito horas da noite [o Padre Mogień] deixou de viver. Após o falecimento no nosso Padre Superior Geral, o Padre José Mraas, eleito por unanimidade no capítulo anterior como Comissário e Pater Congregationis, assumiu o poder”. 27 Prot. Mariamp. 1791; J. Totoraitis, Marianie, p. 19.

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