254 poder civil9. Um grande obstáculo no funcionamento e no desenvolvimento das ordens religiosas era a Igreja hussita, forte naquele país. Mas muitas coisas parecem apontar para o fato de que esses candidatos checos foram atraídos à ordem dos marianos pessoalmente pelo Padre Polak, que gozava da opinião de uma pessoa zelosa, piedosa e instruída. Assim escreveu a respeito dele numa nota de falecimento o Pe. Carlos Hondlewski, chamando a atenção para os seus extraordinários carismas, o seu fervor, o seu entusiasmo religioso e a sua piedade: “O Reverendíssimo Padre Casimiro Polak, de nacionalidade checa, assistente da ordem e leitor de santa teologia, da mesma forma que gloriosamente iniciou a sua vida na santa ordem dos marianos, também gloriosamente a encerrou, jamais se afastando do caminho da virtude. Igualmente no decurso posterior de toda a sua vida fez progressos cada vez maiores na perfeição religiosa. Porquanto sabia o Padre Casimiro e repetia que não é importante quanto alguém vive, mas se levou uma vida religiosa correta e piedosa. Para que a sua religiosidade não fosse vazia e entorpecida, procurou ser um santo e zeloso observante e guardião da regra e das constituições da sua ordem. Tinha sempre diante de si este lema: ‘O religioso sempre anda para trás se na sua vocação não anda para a frente’. Acreditava que um religioso se comporta como um ladrão, se leva uma vida religiosa improdutiva. Por isso, durante a sua estada na ordem, para alcançar o almejado fruto espiritual da santidade, dedicou a isso todas as suas forças e mortificações. Assim procedendo, alcançou muitas belas virtudes e dons da alma e, assim enriquecido de virtudes e dons do espírito, foi um excelente e dedicado formador dos religiosos”10. Das fontes preservadas resultaria que no século XVIII ingressaram nos marianos cerca de cinquenta checos, incluindo aqueles que se afastaram da ordem no período da formação no noviciado e no seminário. Dentro desse grupo foi possível determinar os nomes de trinta e cinco, as funções e os cargos por eles exercidos na ordem, bem como o lugar do sepultamento. Isso diz respeito àqueles junto a cujas biografias ou outros relatos havia a clara informação “Natione Bohemus”11. O último candidato checo, que ingressou nos marianos no dia 11 de novembro de 1784 com a idade de dezoito anos, foi Paulino Pirchman (na versão apolonesada Pirchmański, Pierzchański ou Pirszmański). Nos anos 1797-1803 ele exerceu o cargo de 9 Cf. Daniel Olszewski, Dzieje chrześcijaństwa w zarysie, Katowice 1982, pp. 175-176; B. Kumor, Józefinizm, in: Enc. Katol. t. 8, col. 176-179. 10 LCVA, Tabula generalis. 11 Na definição da nacionalidade não se levava a forma do sobrenome, mesmo quando ele tivesse uma forma checa.
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