246 ja da Santíssima Virgem Maria Libertadora (Liberatrice) – hoje as ruínas chamadas Santa Maria Antiqua – e também se empenhou pelas capelas de muitas confrarias. Buscava também insistentemente o apoio do Cardeal Luís Caraffa, que demonstrava benevolência aos marianos206. O cardeal concordou em entregar aos marianos aquela igrejinha. O Padre Wyszyński registrou: “O Cardeal Caraffa quer nos oferecer um lugar, na realidade escasso, mas por enquanto temos que nos contentar também com isso”207. Entretanto também essa promessa não foi cumprida, e a esperança em breve se desvaneceu. Quando o Padre Casimiro dirigiu-se novamente ao cardeal para tratar da igreja prometida, ele respondeu que em Roma já não queriam novas ordens e novos postos, e que não havia para isso uma atmosfera positiva208. Uma esperança surgiu novamente em 1752, a respeito do que o Padre Wyszyński informou com alegria o superior geral: “Temos a possibilidade de adquirir um ótimo lugar com uma igreja, com os adequados aposentos e uma vinha do Príncipe Berberini. Mas para isso é preciso destinar [...] quase dois mil na nossa moeda”209. Para a aquisição desse atrativo lugar surgiram imediatamente dois obstáculos intransponíveis. O primeiro era a questão dos recursos e a incompreensão da importância desse empreendimento por uma parte dos marianos e a aversão deles à realização desse propósito. O segundo eram as disputas com o Padre Turczynowicz, a respeito do que assim escrevia o Padre Wyszyński: “Comecei de me empenhar junto a eles [aos Berberini] por esse lugar [...] e não me foi negado. Mas, quando ficaram sabendo que estamos travando uma disputa com os pseudomarianos, desistiram e vão esperar em que isso vai resultar, para ver se não vamos perder”210. Na realidade os marianos ganharam o processo com o Turczynowicz, mas o Padre Casimiro deixou Roma, viajando a Portugal, e a questão da igreja não deu em nada. As dificuldades com a aquisição de uma igreja foram mais claramente explicadas por certo religioso, confessor do Santo Padre, ao qual o Padre Wyszyński se dirigiu pedindo a sua intervenção junto ao Papa. Aquele confessor, um barnabita, respondeu-lhe que “é impossível que o Santo Padre dê alguma igreja, visto que todas têm os seus proprietários. Existe, entretanto, o costume de comprar alguma casa, 206 Positio, Wyszyński, pp. 172, 361. 207 Wyszyński, Diariusz, pp. 361, 367, 370. 208 Positio, Wyszynski, p. 172. 209 Wyszyński, Diariusz, p. 237. 210 Ibidem, p. 270.
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