242 da Congregação para a Propagação da Fé, recebeu a visita de um religioso de ninguém conhecido, que de forma sugestiva e convincente explicou as diferenças entre os marianos e Turczynowicz e “permaneceu por muito tempo falando sobre a nossa questão”. Isso espantou a todos, e o Padre Wyszyński supunha que se tratava do próprio Padre Papczyński192. Após esse encontro até o advogado de Turczynowicz “ficou com isso muito admirado [...] e, em vez de ficar do lado dele, se posicionou favoravelmente a nós”. A Congregação ordenou ao bispo de Wilno Miguel Zienkowicz que aplicasse o decreto diante do Padre Turczynowicz e que anunciasse o seu conteúdo na diocese de Wilno. O Padre Turczynowicz não ficou satisfeito com o decreto recebido, mas são desconhecidas as suas iniciativas posteriores; sabe-se apenas que para tratar desse assunto ele viajou a Roma. Quando soube disso, o Padre Wyszyński encaminhou um pedido ao padre penitenciário da Casa de Loreto: “Queira, meu Bom Amigo, explicar a esse teimoso que é melhor desistir dos seus propósitos. E também que ele deixe de semear o joio das desavenças entre os seus neófitos, chamando-os marianos ou mariavitas”193. Por razões obscuras e desconhecidas, o Padre Turczynowicz recebeu a pena da suspensão. O Padre Juliano Kałowski supõe que isso aconteceu em consequência da incompreensão da sua radical e zelosa postura e das suas arriscadas iniciativas pastorais194. O Padre Wyszyński tinha um verdadeiro apreço e respeito ao Padre Turczynowicz e admirava o seu zelo evangélico. Compreendia que a questão do seu apostolado era grande, importante, evangélica e oportuna, mas ao mesmo tempo refreava o desenvolvimento dos marianos e lhe causava dificuldades e dissabores. Como superior geral, mostrou-se pronto a colaborar com ele, especialmente na obra da educação e da formação religiosa dos neófitos. No entanto a sua prioridade era a defesa do título e do hábito dos marianos. Justificava isso dizendo que essa era a vontade do Padre Fundador e que com esse título os marianos haviam sido aprovados pelas autoridades diocesanas e pela Santa Sé, o que segundo ele estava estreitamente relacionado com a propagação e a defesa do culto da Imaculada Conceição da SVM. Considerava isso como uma santa obrigação dos marianos e por isso, para a proteção e a defesa desses valores, recorreu à Santa Sé. 192 Zygmunt Proczek, Śladami Założyciela Zgromadzenia Księży Marianów. Kazimierz Wyszyński o Stanisławie Papczyńskim, Licheń Stary 2007, sp 29; Wyszyński, Diariusz, pp. 303, 320, 327; Najstarsze świadectwa, p. 63. 193 Wyszyński, Diariusz, p. 343. 194 J. Kałowski, Działalność zakonodawcza, p. 33.
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