232 com ele uma disputa a respeito do nome, do hábito e de certos elementos da legislação mariana de que aquele padre tentava apropriar-se para o instituto por ele instituído. Uma outra tarefa era a obtenção e a organização de um núcleo religioso que abrigasse também a procuradoria-geral, ou a aquisição de uma igreja. A terceira tarefa era a coleta de materiais e informações para a instauração do processo de beatificação do Padre Papczyński. Convém assinalar que essa tarefa decorria mais do coração e da convicção do Padre Casimiro do que da recomendação da administração geral. Para a viagem a Roma, os marianos receberam cartas de recomendação do superior geral dos marianos e do Pe. Antônio Ostrowski, oficial geral em Varsóvia, parente do Padre Casimiro, futuro arcebispo de Gniezno. As cartas encaminhadas às adequadas autoridades eclesiásticas informavam que aqueles marianos estavam viajando a Roma para tratar de assuntos importantes da congregação e encerravam o pedido de que eles fossem tratados com benevolência154. A disputa com o Pe. Estêvão Turczynowicz: a defesa do título, dos direitos e do hábito mariano Naquele tempo, para os marianos uma questão extremamente importante e de difícil solução era o conflito com o Pe. Estêvão Turczynowicz. Esse problema era tão importante que já no primeiro dia da sua estada em Roma o Padre Wyszyński promoveu um detalhado reconhecimento das ações do Padre Turczynowicz para ficar sabendo até que ponto estavam avançados os seus empenhos com o objetivo de se apropriar do nome e do hábito mariano. Imediatamente também escreveu a respeito de tudo ao superior geral155. A essa questão o Padre Wyszyński dedicou muito tempo, esforço e dinheiro, cuidando dela desde o momento da sua vinda a Roma até o momento da sua partida para Portugal. nomeou-o superior da igreja de S. Estêvão em Wilno e do albergue de S. Lázaro, que funcionava junto à igreja. Junto a essa igreja ele fundou em 1737 ou 1746 a congregação feminina Mariae Vitae, ou seja, das mariavitas. Empenhou-se também por fundar uma comunidade masculina composta em sua maioria de convertidos do judaísmo, com o tempo transformada numa ordem que se utilizou do nome e do hábito dos marianos. Cf. Małgorzata Borkowska OSB, Dzieje Zgromadzenia Mariae Vitae, czyli mariawitek, in: „Nasza Przeszłość”, 93 (2000), pp. 107-152; Jan Kurczewski, Biskupstwo wileńskie, Wilno 1912, pp. 266, 358. 154 Positio, Wyszyński, pp. 209-211. 155 Wyszyński, Stróż, pp. 191-192. Carta de 30 de abril de 1751.
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