Os Marianos 1670-1788

228 por este propósito: o que foi perdido, com pastoral solicitude encontrarei; o que está transviado, com paternal amor conduzirei; o que está ferido, envolverei de amor, não dos laços do temor. [...] Não tema o Vosso coração. Como outrora José, para a salvação dos irmãos, tornou-se por vontade de Deus governador do Egito, também eu somente por disposição divina sou o superior desta santa Congregação. [...] Deus me fez como que um Pai, me instituiu como o Governador, não de Vós, mas – da mesma forma que eu sou – como um de Vós”138. Na continuação da carta apresenta o programa do serviço e da ação. Esses três anos de mandato do Padre Casimiro foram um tempo de empenhos pela expansão a congregação, de desvelo pela reforma interna e de atento olhar para a formação dos seus membros. Como depôs o Pe. Fischer: “Ele fazia tudo com sincero entusiasmo, piedade e perfeita intenção, [...] para destruir o mal e fortalecer o bem, incrementar a perfeição”139. No primeiro capítulo geral por ele presidido foram aprovados trinta e cinco decretos, dezoito dos quais diziam respeito à observância e à disciplina religiosa, oito se referiam à formação dos noviços e dos seminaristas, seis se relacionavam com a oração, a vida espiritual na comunidade, dois decretos falavam da administração e um abordava a questão do funcionamento do arquivo140. O décimo terceiro decreto das decisões capitulares referia-se às acusações de alguns padres que questionavam a eleição do Padre Casimiro. O Decreto cita a legislação mariana nessa questão e os decretos pontifícios. Esclarece quem tem o direito e a obrigação de participar do capítulo geral eletivo e admoesta (sem citar nomes) os padres que em razão dos seus próprios interesses se tornaram rebeldes e desordeiros, perturbando a paz141. Como superior geral, ao visitar as comunidades o Padre Casimiro procurava permanecer em cada convento por um tempo mais prolongado, para inspirar os coirmãos ao zeloso serviço a Deus e às pessoas. Durante as visitações verificava se os coirmãos eram submissos ao Espírito Santo, se viviam de acordo com as normas religiosas, se observavam os votos, se imitavam sinceramente Maria Imaculada. Também dos superiores exigia 138 Carta de 27 de julho de 1747, em: Wyszyński, Stróż, pp. 179-181. 139 Świadectwo Aleksego Fischera, in: Najstarsze świadectwa, p. 59. 140 Cap. Gen., pp. 174-201. 141 Cap. Gen., 1747/13 p. 188. „Ad obdurandum os protervum nonnullorum patrum nullo jure usurpantium votum electivum in capitulis male intelligentes Constitutiones c. 9, n. 2 [...] Qui autem imposterum frivole attentaverit hoc jus votandi in capitulis talis tanquam rebellis, et turbator pacis religiosae poenis in Statutis expressis mulctetur.”

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