Os Marianos 1670-1788

227 Padre Caetano Wetycki. Nos anos passados da história dos marianos, o número das pessoas constitucionalmente indicadas para participar dos capítulos era diverso. No entanto, nesse capítulo alguns padres questionaram a validade dessa eleição, motivando oficialmente a sua posição com o pequeno número dos padres capitulares. Mas não oficialmente eles queriam invalidar essa eleição por serem partidários de uma outra opção135. Do mencionado capítulo geral participaram quatro superiores locais, o ex-superior geral Pe. André Deszpot e dois conselheiros gerais, o Pe. Caetano Wetycki e o Pe. Cipriano Fiałkowski. A legislação mariana definia exatamente quem tinha o direito de participar dos capítulos eletivos. Os autorizados eram: o comissário, o superior geral, os seus assistentes e o seu secretário, os superiores dos conventos e os religiosos distinguidos com o título “Pai da Ordem”, privilégio que recebiam todos os ex-superiores gerais136. A respeito dos protestos relacionados com a mencionada eleição do Padre Casimiro para superior geral da ordem faltam informações detalhadas, visto que a mais valiosa coleção dos documentos marianos daqueles tempos, o Protocollum Ordinis, encerra-se no ano 1744. Desses três anos de mandato do Padre Casimiro como superior geral preservaram-se somente três cartas. A primeira foi por ele escrita aos coirmãos somente quarenta dias após a eleição. Parece que a contestação de alguns irmãos foi para ele uma amarga experiência. Seu discípulo [educando] Pe. Aleixo Fischer escreveu: “No entanto, já desde o início do noviciado ele sempre se defrontou com o ódio, a murmuração, as maledicências etc. [...] Com isso granjeou muitos méritos: em tudo depositava a confiança em Deus, suplicava a Sua ajuda, não desanimava nas dificuldades, até alcançar o pretendido resultado”137. A primeira carta circular, profundamente estudada, é uma resposta a alguns coirmãos. Oficialmente informa a respeito da eleição realizada e enfatiza com ênfase que não desejava aquele cargo, mas que essa escolha procedia da vontade de Deus. Visto que havia sido eleito, exerceria esse cargo conscienciosa e decididamente, com responsabilidade diante de Deus e da ordem. Aos irmãos marianos escreveu: “Eu fui eleito de acordo com a lei, e essa eleição foi proclamada canonicamente. [...] Venho a Vós para servir, não para governar. Não como um mercenário, mas como um verdadeiro pastor. [...] Venho a Vós não somente repleto de zelo, mas obrigado 135 Positio, Wyszyński, pp. 152-153; Z. Proczek, O. Kazimierz Wyszyński, jako animator życia mariańskiego, in: „Patrimonium Marianorum”, pp. 116-118. 136 Cap. Gen., 1734/3; 1737/16; 1741/1 e Introdução. 137 Świadectwo Aleksego Fischera, in: Najstarsze świadectwa, p. 59.

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