223 tudo para educar a juventude religiosa no novo estilo. Em todos os lugares onde fosse possível ele endireitava as veredas e abria novos caminhos para a amada congregação, conforme expressou em sua carta circular: “’O espírito é que dá a vida. A carne para nada serve’ (Jo 6,63). [...] Desejo ardentemente a salvação de todos os confiados ao meu cuidado. [...] Eu gostaria de Vos encontrar adornados de anseios espirituais, celestiais e eternos, não enredados em desejos terrenos e temporais”122. Como modelo da vida religiosa dos marianos apresentava Maria Imaculada e o Fundador, Padre Papczyński. Afirmava que os filhos devem apoiar-se na mãe e no pai. Por isso dedicou-se diligentemente à figura do Padre Fundador, extraindo-a do esquecimento e do desleixo. Cuidou também do Cenáculo em Góra, que naquele tempo se encontrava em estado lamentável. A água inundava a igreja e o convento, ameaçando com o desmoronamento das edificações. A umidade, a lama, a área pantanosa e a pobreza completavam a triste situação. Os coirmãos se dirigiam para lá com grande aversão e resistência e, tendo ali chegado, sofriam em razão da umidade e das doenças. Casimiro Wyszyński decidiu salvar a igreja e o convento, e principalmente o túmulo do Padre Fundador. Por isso em 1739 fixou residência em Góra e em 1740, como superior geral, de bom grado aceitou a função de superior local, visto que não havia coirmãos dispostos a fixar residência naquele núcleo. Juntaram-se a ele dois humildes irmãos religiosos indicados pelo capítulo. Eram os irmãos Casimiro Bonikowski e Nicolau de S. Martim, que em 1723 lhe havia feito companhia na viagem de volta de Roma. O Irmão Nicolau cuidava da coleta de esmolas nas aldeias e nos solares vizinhos, empenhando-se pelos recursos necessários para o sustento. O Padre Wyszyński exerceu a função de superior local em Góra nos anos 1740-1747. A sua primeira realização foi a salvação dos restos do Padre Papczyński, que aos poucos eram engolidos pela lama. Estava convencido de que isso trouxe a bênção à Ordem, à igreja da Ceia do Senhor e a ele pessoalmente. Assim escreveu a esse respeito: “Quando providenciei junto ao ordinário a primeira exumação do Venerável Padre da lama no Cenáculo para um outro esquife, Deus ajudou a levantar aquele Cenáculo de uma quase que total ruína”123. Miguel Wyszyński ofereceu um esquife de carvalho, que havia preparado para si, para depositar os restos do Padre Estanislau. Apoiou igualmente o Padre Casimiro com a signifi122 Carta circular de 8 de junho de 1738, in: Wyszyński, Stróż, p. 171. 123 Wyszyński, Stróż, 272.
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