Os Marianos 1670-1788

219 em conjunto os seminaristas e os irmãos religiosos, mas com grande probabilidade se pode admitir que os seminaristas eram dez. Em 1743 havia na congregação vinte e um padres, oito irmãos religiosos e dezoito seminaristas, sem contar os noviços, enquanto que em 1746 já havia vinte e cinco padres, oito irmãos e somente onze seminaristas105. Os estudos, o que deve ser enfatizado, eram bastante superficiais, duravam cerca de dois anos e diziam respeito à teologia moral. Os especialmente dotados eram encaminhados para estudos de teologia especulativa com o propósito de prepará-los para leitores de teologia. Nos anos 17351736, nos marianos essa disciplina era lecionada pelo reformado Frei Miguel Paszkowski106. No território da Polônia, os reformados representavam na teologia a corrente conservadora, cultivavam o escotismo. Os marianos, a eles afiliados, pertenciam à mesma formação de pensamento, mas alguns mais capacitados e ambiciosos baseavam-se em suas aulas também em outros eminentes teólogos. Nessa área distinguiu-se especialmente o já mencionado e culto leitor, o mariano Pe. Aleixo Gargalski107. Em 1741, a tais “deserções” reagiu decididamente o capítulo e o comissário reformado Frei Fulgêncio Wojewódzki expedindo um decreto que ordenava que no ensino da filosofia e da teologia os marianos se guiassem pela doutrina de Duns Escoto e da sua escola108. Os seminaristas tinham aulas das nove às onze horas da manhã. Às onze eles almoçavam, ou seja, tomavam a primeira refeição. À tarde as aulas se estendiam das quinze às dezoito horas. Após o almoço e após o jantar realizavam-se os chamados circuli. Tratava-se de exercícios durante os quais eram resolvidos diversos problemas da vida, filosóficos e teológicos109. No ano escolar havia quatro longos intervalos. O Padre Estêvão Sydry calculou que durante o ano os seminaristas tinham no máximo cento e setenta dias de aulas110. Acontecia que a alguns seminaristas faltava vontade e motivação para os estudos. A causa disso residia no fato de que eles eram ordenados “ad solam missam”, e a religiosos tão indolentes eram suficientes estudos superficiais. É preciso lembrar que podia tornar-se pregador ou confessor um religioso escolhido para essa função pelo capítulo, desde que 105 Ibidem, 31-32, 37-38. 106 Ibidem, 16. 107 LCVA, Tabula generalis. Biograma do Pe. Aleixo Gargalski. 108 Cap. Gen., 1741/5. „Deciditur ut PP. Lectores tam Theologiae Guam Philosophiae in scripto suas lectiones tradant ad normam Doctoris Subtilis Duns Scoti eiusque scholae.” 109 Ibidem, 1737/14. 110 S. Sydry, Organizacja Zgromadzenia, 39.

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