Os Marianos 1670-1788

215 Estudos religiosos Muitos historiadores marianos tentaram encontrar as causas do frágil desenvolvimento numérico da ordem naquele tempo. O Padre Boleslau Jakimowicz menciona duas causas: o generalizado alcoolismo na Polônia, enquanto os marianos propagavam a abstinência e a sobriedade, e a grande abertura aos candidatos do terceiro estado, o que determinou o caráter de certa forma plebeu da ordem, enquanto que naquele tempo, nas outras ordens, eram de origem nobre quase 70% dos religiosos87. No entanto, os esclarecimentos fornecidos pelo Padre Jakimowicz parecem ser pouco fidedignos. As causas desse estado de coisas devem ser buscadas sobretudo no drástico rigorismo que reinava na ordem, bem como na excessiva infiltração entre os marianos dos elementos dos reformados. A respeito de que alguns se afastavam da ordem dizendo: “Eu queria ser um mariano, não um reformado” já falamos anteriormente. Uma terceira razão era a aversão anteriormente descrita de alguns coirmãos, especialmente dos irmãos conversos, ao aumento do número dos marianos e o bloqueio por eles promovido, durante as votações, do caminho religioso dos noviços. Essa estagnação desenvolvimentista da ordem, visível especialmente após a “dispersão” de 1722, era vista com inquietação e preocupação pelo Padre Wyszyński, mas também por alguns outros zelosos marianos e também por alguns comissários dos reformados. Naquele mesmo ano de 1722 o capítulo geral obrigou a administração dos marianos a abrir “ao menos” um curso de teologia moral. Já anteriormente se percebia a importância da introdução de estudos próprios, mas a organização da ordem e o seu fortalecimento exigiam algum tempo. O noviciado durava um ano, então o curso de teologia moral só foi organizado no outono de 1725. Para leitor de teologia foi convidado o reformado Frei Feliciano Szatkowski, que infelizmente faleceu em 172788. Provavelmente após a sua morte o curso foi fechado, visto que o capítulo de 1728, sob a presidência do comissário Frei Antônio Rudzieński, recomendava: “Que o venerável Pe. Superior [geral] se empenhe diligentemente para que exista um curso”89. No capítulo de 17 de junho de 1728, com o encerramento do mandato do controverso superior geral Pe. Joaquim Kozłowski, foi eleito para esse cargo o Pe. José Królikowski, 87 B. Jakimowicz, Rozwój liczebny zakonu, in: Jan Bukowicz, T. Górski [red.], Marianie 16731973, Roma 1975, pp. 47-49. 88 O. Mysłkowski, Dalszy ciąg Przydatku do Kronik, p. 5. 89 Prot. Ord., 219. Capítulo 1728/10.

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