Os Marianos 1670-1788

212 Após a sua volta à Polônia, o Padre Wyszyński envolveu-se no trabalho religioso com grande zelo e energia. Apreciando a sua experiência na administração da Cúria Romana, a sua maturidade espiritual e a sua ativa solicitude pela sorte e pelo desenvolvimento da ordem, o capítulo geral de 1734 lhe atribuiu diversas funções: foi eleito assistente da ordem, secretário geral, vice-superior do convento em Puszcza e mestre dos noviços74. Ele desempenhou essas funções por três anos, residindo em Puszcza. Vendo o seu zelo, no ano seguinte as autoridades religiosas lhe confiaram a função de leitor (professor) de teologia moral e de diretor espiritual do convento em Puszcza. O Padre Casimiro empenhava a maior parte dos seus esforços e da sua solicitude na formação dos seminaristas e dos noviços. Acreditava que da educação, da formação e da santificação dos noviços dependia o futuro da ordem. Ele se dava conta de que a vida religiosa só tem sentido quando os religiosos procedem de acordo com os conselhos evangélicos. Por isso, na formação dos noviços e dos seminaristas, dava profunda ênfase ao desenvolvimento da vida interior, estimulava à perfeição religiosa e se esforçava por colocar firmes e permanentes fundamentos para a vida religiosa75. Nessa área ele colaborava com o recém-eleito em 1734 superior geral da ordem Pe. Bernardo Ostrowski, que se distinguia por um grande zelo e que colocou como o principal objetivo do seu mandato sobretudo o desvelo pela elevação da vida interior e pela elevação do espírito religioso. Foi ele que convidou para uma estreita colaboração o Padre Wyszyński, tendo encontrado nele o melhor colaborador e conselheiro76, porquanto o Padre Casimiro confirmava com o exemplo da sua vida aquilo que ensinava no convento e na formação. Juozas Vaišnora afirma: “Da escola do Padre Wyszyński recebeu a ordem dos marianos exemplares religiosos, que mais tarde contribuíram muito para o desenvolvimento da Ordem”77. No capítulo em Puszcza, no dia 6 de julho de 1734, sob a influência do Padre Casimiro foi expedido um decreto que proibia enviar o mestre para fora do convento, para que – de acordo com as disposições pontifícias – estivesse 74 Cap. Gen., 230-231; Prot Ord., 228-235. 75 Cf. Z. Proczek, Testament nadziei, p. 24. 76 Positio, Wyszyński, p. 106. O mariano Adriano Ignatowski assim depôs a respeito da cooperação desses dois eminentes religiosos. Padre Bernardo Ostrowski: „Potissimum iuvamen habuit a Servo Dei Casimiro, qui ut Assistens Congregationis et magister novitiorum munera tam exemplariter exequabatur, ut in omnibus rebus, regularitas, observantia, obedientia et cultus Divinus servatus extiterit”. 77 Juozas Vaišnora, Czcigodny Sługa Boży o. Kazimierz od św. Józefa Wyszyński, Stockbridge, Mass. 1962, p. VI.

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