Os Marianos 1670-1788

205 marianos na Polônia a anular o contrato com o marquês49. Embora pareça que uma razão não menos importante tenha sido a falta da compreensão da importância de tal empreendimento da parte dos superiores na Polônia, bem como a falta no lugar, em Roma, de algum colaborador50. Na realidade estava com o Padre Wyszyński o Irmão Jacinto Wasilewski, mas, para a manutenção do núcleo, para o seu desenvolvimento e para as vocações, era necessário um sacerdote. Em razão da falta de uma igreja e de um convento em Roma, os candidatos à ordem desistiram. Após a dissolução do contrato com os proprietários da mencionada capela, o Padre Casimiro dirigiu-se ao Cardeal Anibal Albani51, protetor do Reino da Polônia junto à Santa Sé, pedindo ajuda para encontrar uma localização mais adequada aos marianos. No começo o cardeal apoiou os empenhos do Padre Wyszyński, no entanto, como decidido partidário dos saxões no trono polonês, quando, após a morte do saxão Augusto II, no dia 12 de setembro de 1733 a maioria dos eleitores escolheu para rei Estanislau Leszczyński, e não um saxão, ele expressou a sua enorme insatisfação diante dos poloneses e, “tomado de ódio contra os poloneses, negou ao Pe. Casimiro o seu respeito e as suas promessas”52. No entanto o objetivo mais importante da estada do Padre Casimiro em Roma era “buscar um remédio para a dissensão na Ordem” (“corrigendas devietates in religione nostra”)53 e, embora pareça que ele mesmo não era partidário de relações muito fortes com os reformados, baseou a busca dos meios de restauração na ordem deles. Como afirma o Pe. Boleslau Jakimowicz, nessa questão ele tinha uma linha de procedimento estabelecida com o Pe. André Deszpot e o Pe. Bernardo Ostrowski54. Estando em Roma diversas vezes, encontrava-se com o ministro geral dos reformados e, ela49 Positio, Wyszyński, pp. 84-85, 96-101. No documento que anulava o contrato Cristóvão Cenci forneceu como motivo a falta, por dois anos, dos pagamentos previstos no contrato, bem como a não ratificação do contrato pela administração geral, o que devia ocorrer no máximo quatro meses a partir da assinatura do contrato com o Pe. Casimiro. Cf. também Świadectwo Aleksego Fischera, in: Najstarsze świadectwa, pp. 56-57. 50 Positio, Wyszyński, p. 85. 51 O Cardeal Aníbal Albani, nomeado em 1712 protetor do Reino da Polônia, era um partidário dos saxões no trono da Polônia, contrariando a posição de Clemente XII e da maioria do clero polonês. Prometeu ao Pe. Wyszyński o apoio no estabelecimento dos marianos em Roma. M. Loret, Życie polskie w Rzymie w XVIII w., Roma (s.d.), pp. 97-100. 52 Świadectwo Michała Wyszyńskiego o bracie, in: Najstarsze świadectwa, p. 25. 53 Positio, Wyszyński, p. 77. 54 Wyszyński, Positio, p. 79. „De praemissis edoctus fui ex relatione patrum nostrorum nempe Andrea Deszpot et Bernardo Ostrowski, tum ex lectione dicta obedientiae Servo Dei indultae.”

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