202 Fundador e, visto que não podiam fazê-lo, revoltavam-se. A dissensão era profunda e dolorosa. As disputas e as inquietações atingiram até o convento de severas normas de vida no eremitério de Korabiewice. Fala a esse respeito o Padre Taudt, cujo relato merece aqui ser citado: “Naquele tempo naquele convento [Korabiewice] infiltrou-se certo relaxamento de alguns religiosos, a quem o Servo de Deus [Casimiro Wyszyński] [...] havia forçado a observar os Estatutos da Ordem. Por essa razão opunham-se a ele e o atormentavam. O Servo de Deus providenciou por intermédio de seu irmão Miguel [a permissão] e viajou à Santa Sé, onde obteve a disposição [...] de consertar as irregularidades na nossa Ordem, o que ele também realizou”37. Esse relato se referia aos religiosos que – forçados a voltar das capelanias aos conventos – expressavam de forma bastante áspera a sua insatisfação. Entre os amotinados encontravam-se também os marianos que eram contrários à incorporação aos reformados, do que resultavam disputas, o marasmo espiritual, a queda da disciplina e a ausência de desenvolvimento. O número dos marianos continuava a não ultrapassar os trinta coirmãos. Nem os superiores gerais podiam dar conta da situação que se instalou. Então tomou a iniciativa o jovem sacerdote Casimiro Wyszyński. A atividade do Padre Casimiro Wyszyński em Roma e a superação da crise: 1730-1733 Como acima mencionamos, o Padre Casimiro, por intermédio de seu irmão Miguel, benfeitor da ordem dos marianos38, providenciou junto ao ministro geral dos reformados um convite para viajar a Roma39. Ele viajou à Cidade Eterna na primavera de 1730 juntamente com o Irmão Jacinto Wasilewski. A respeito dessa viagem, dos preparativos, das autorizações, da atividade do Padre Casimiro em Roma e do seu programa de restaura37 Positio, Wyszyński, p. 79; cf. PAPW, f. 98r. 38 Positio, Wyszyński, s. 18-19. Miguel Gabriel Rafael Wyszyński, irmão de sangue de Casimiro (mariano),f oi o quarto filho de Casimiro João Wyszyński e de Edviges n. Zawadzka. Foi uma pessoa abastada e distinguiu-se por um grande amor e compaixão para com os pobres. Após a morte da esposa fixou residência junto à igreja da Santa Cruz em Varsóvia. Apoiou materialmente Casimiro e envolveu-o de especial benevolência. Cf. Najstarsze świadectwa, pp. 17-19. 39 Świadectwo Michała Wyszyńskiego o bracie, in: Najstarsze świadectwa, p. 25; Świadectwo Aleksego Fischera, in: ibidem, p. 56. Por sua vez o historiador mariano José Pietuszko afirma que o Pe. Casimiro Wyszyński providenciou o convite e a viagem a Roma em total segredo, apenas em entendimento com os reformados, por temor de uma forte oposição dos marianos. Cf. Józef Pietuszko, Wyszyński January Franciszek, in: Romuald Gustaw [red.], Hagiografia Polska. Słownik bio-bibliograficzny, t. 2, Poznań 1972, p. 615.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==