Os Marianos 1670-1788

197 Wyszyński tinha um programa de restauração e reforma da ordem dos marianos de longo prazo, bem elaborado e preparado. Sobretudo ele dava uma profunda ênfase à sólida e abrangente formação dos noviços e dos seminaristas. Procurava incutir e consolidar neles os evangélicos e sadios princípios da vida religiosa, no que ele mesmo se distinguia pelo seu heroico exemplo. Empenhava-se insistentemente por educar ao menos alguns marianos que no futuro pudessem levar adiante a formação da juventude religiosa mariana e que fossem o evangélico fermento da renovação espiritual. No entanto a sua situação na ordem não era fácil naquele tempo. Continuamente se defrontava com obstáculos intransponíveis. Nem sempre era compreendido e aceito pelos superiores e nem sempre respeitado, e até acontecia ser perseguido pelos subalternos. Apesar disso, realizou fielmente a sua missão de animação e desenvolvimento da ordem dos marianos, da devolução da disciplina religiosa e dos ideais da vida comum. Infelizmente, são poucas as informações que se preservaram desses seus três anos de serviço no noviciado. Nos anos 1729-1730 a incompreensão e a oposição ao programa e à atividade do Padre Casimiro expressaram-se na decidida resistência de alguns marianos, o que é confirmado por muitos documentos. O testemunho mais áspero foi deixado por Miguel, irmão de sangue de Casimiro, escrevendo que se manifestou “o entranhado mal entre os veteranos [marianos que se revoltavam], que começaram a perseguir o jovem padre e no final buscaram formas de lhe tirar a vida”22. No entanto, neste ponto é preciso observar que à luz dos documentos, e especialmente à luz do relato do Padre Casimiro, essa afirmação de Miguel Wyszyński não é fidedigna. Defrontando-se com obstáculos intransponíveis na obra da promoção da reforma, o Padre Casimiro decidiu buscar a ajuda em Roma. Providenciou através de seu irmão Miguel que junto ao ministro geral dos reformados conseguisse para ele uma convocação e ao mesmo tempo a autorização para viajar a Roma. Na primavera de 1730 o Padre Wyszyński deixou a 22 Świadectwo Michała Wyszyńskiego o bracie, in: Najstarsze świadectwa, p. 25; Isidoro Taudt afirmou que o Pe. Casimiro viajou a Roma: „propter persecutiones a suis Romam abiit”, mas ao mesmo tempo „propter stabiliendum Ordinem suum”, Positio, Wyszyński, p. 78. O Padre Aleixo Fischer igualmente afirmou que a reforma da vida religiosa empreendida pelo Pe. Casimiro não trouxe resultado em razão da decidida oposição dos coirmãos. Por isso o Pe. Casimiro foi obrigado a deixar a Polônia: „Cum nec hoc modo [...] desideratae In Religiosis perfectionis intentum consequi posset, et jam pene vitae insidias experiretur, cum dilatandae etami Religionis arderet zelo, procuratis obedientiis a Ministro Generali Ord. S. Francisci Romam se contulit cum Fratre Hiacyntho.” Positio, Wyszyński, p. 74.

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