175 tura espiritual durante as refeições e como documento legislativo para os marianos. Ordenou a sua observância também o Bispo Estanislau Jacinto Święcicki quando visitou o eremitério de Puszcza Korbiewska em 1673. Lembrava isso o biógrafo Frei Leporini: “Eles devem ter constituições detalhadas e observá-las”451. Numa carta aos coirmãos em Puszcza, enfatizando o seu importante papel, o Padre Papczyński dispôs: “E como Diretório seja utilizada a Regra de vida”452. No entanto esse dispositivo foi removido no Protocollum Ordinis, o que comprovaria que a opinião do Padre Spourny sobre a frequente “manipulação” das constituições marianas pelos reformados não era improcedente. O capítulo convocado para o dia 31 de agosto de 1722 foi encerrado nos primeiros dias de setembro, visto que após a eleição da administração geral perduraram ainda as deliberações das novas autoridades, que diziam respeito à questão da reforma da ordem, da adaptação da Norma vitae às novas exigências e à difícil questão de indicar um candidato a procurador e negociador dos assuntos marianos em Roma. Provavelmente, nem todos estavam dispostos a aceitar a candidatura de Joaquim Kozłowski, mas não havia então uma pessoa mais adequada. Ele já havia estado duas vezes em Roma, tinha os caminhos e os arranjos abertos, conhecia a língua italiana, tinha facilidade em estabelecer conhecimentos, entrava em arranjos sociais e era muito operativo. A decisão de enviar a Roma o Pe. Kozłowski foi tomada no mencionado capítulo. Informava isso numa carta de recomendação o superior geral Pe. André Deszpot, que na introdução da carta agradecia a Deus e ao Bispo Pedro Tarło porque “agradou à Divina Misericórdia apaziguar a nossa Congregação, dispersa em razão de disputas internas (sic!) e uni-la pela autoridade do falecido [...] Bispo Pedro Tarło”, e na continuação da carta dirigia-se ao Padre Kozłowski: “Tendo conhecido, Padre, o Teu entusiasmo pelo incremento do bem da nossa Ordem comum, diante da unânime concordância dos padres reunidos em capítulo na Casa em Goźlin, nós Te confiamos, Padre, por força da santa obediência, a tarefa de humildemente pedir na vivificante cidade da Santa Sé Apostólica, e também ao Reverendíssimo Ministro Geral da Ordem Seráfica [...] novos privilégios, autorizações, graças [...] e os demais bens espirituais da ordem, necessários à nossa Congregação Polonesa e à sua administração, concedendo-Te nessas questões a autorização e confiando como companheiro de viagem a 451 Prot. Ord., 170 n. 23. 452 Pisma fundacyjne. Rozporządzenia dla Pustelni Korabiewskiej, 1701. Conhecemos as frases citadas somente de Prot. Gosl.
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