169 geral André Deszpot, tendo obtido um voto a mais que o Padre Joaquim Kozłowski. Por isso não pode ser reconhecida como fidedigna a convicção expressa pelo Padre Wyszyński, bem como pelo Padre Teixeira, que escreveu: “O superior geral [Krajewski] [...] alegrava-se vendo a Ordem Mariana destruída”424. Sintetizando, constata-se que o Pe. Mateus Krajewski alegrava-se vendo o desenvolvimento da ordem e que não perdeu a confiança entre os coirmãos. Graças a isso, em 1732 foi nomeado mestre do noviciado em Puszcza Korabiewska, e para esse cargo eram escolhidos religiosos que se distinguiam por valores espirituais e morais. Em 1734 foi eleito vice-presidente do convento de Goźlin425. Recebeu também o privilegiado título de “Pater Congregationis”, que era a máxima distinção na ordem dos marianos. Nos dois últimos anos de sua vida Krajewski esteve muito doente, o que serviu de pretexto aos seus adversários para a conclusão de que se tratava de um castigo de Deus. João Teixeira escreveu: “Se os irmãos religiosos o trataram bondosamente e lhe demonstraram misericórdia [...], Deus o castigou visivelmente pela ofensa à Santíssima Virgem Maria e pelo desprezo da Sua Congregação Mariana”426. De forma semelhante, ainda que mais moderada, avaliou a doença e o sofrimento dele o Padre Wyszyński, que no necrológio escreveu: “Embora Deus se tenha reservado o julgamento das pessoas e não permita a ninguém condenar os outros, a respeito dessa doença a opinião de muitos era que Deus a infligiu a ele por ter perseguido a ordem, a até ter tentado a sua dissolução”427. Mas também a morte do Padre Kozłowski, o principal antagonista do Padre Krajewski, foi avaliada nas categorias de um castigo de Deus. Na opinião que a respeito dele expressaram os seus adversários lemos: “Essas graves negligências e as vãs ambições desse superior [Joaquim Kozłowski] perduraram por dez anos, para a grande tristeza dos zelosos religiosos [...], mas Deus, que conserta todo mal, deu conta também disso, permitindo que esse superior, atravessando certa vez o rio Vístula perto de Varsóvia, se afogasse nas suas águas. Essa desgraça foi reconhecida como um justo castigo pela sua insensata leviandade e vã arrogância”428. A dissensão dentro da ordem em razão de dois pontos de vista contrários na visão do seu 424 Teixeira, n. 227. 425 AGM, Protoculus Conventus Corabieviensis. Decretos dos capítulos de 1732, 1734. 426 Teixeira, n. 229-230. 427 Album zmarłych, 8.3.1750. 428 Teixeira, n. 234. Visto que João Teixeira não esteve na Polônia e não conhecia os fatos acima, ele só transmitia as notícias que circulavam entre os coirmãos.
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