168 arruinar e destruir sua própria mãe, a congregação Mariana, que o gerou em espírito”419. Como uma pessoa tão atacada e acusada, pouca coisa hoje sabemos a respeito de Mateus Krajewski. Pode-se supor que nasceu por volta de 1680, visto que em 1710 se apresentava no capítulo geral como superior do “eremitério de Puszcza Korabiewska”420. Visto que as constituições marianas exigiam que um delegado ao capítulo “tivesse cinco anos de sacerdócio e dez anos de profissão religiosa”421, deve-se supor que ele ingressou na ordem no final do século XVII e que conheceu pessoalmente o Padre Fundador, que incutiu nele o espírito apostólico. Era apreciado, especialmente pelos ativos coirmãos mais jovens, que buscavam um dinâmico desenvolvimento da ordem. Já em 1710 obteve dois votos na eleição para conselheiro geral. No capítulo geral de 1712, na votação para superior geral, obteve três votos, e Joaquim Kozłowski quatro422. Por isso ambos assumiram as funções de conselheiros gerais. Com base nas votações nos capítulos, observamos como disputavam entre si as duas opções diferentes do modelo mariano de vida religiosa e como os partidários da Mateus Krajewski alcançavam o predomínio. No capítulo geral de 23 de novembro de 1715, entre os onze delegados na eleição para superior geral, nove deram os seus votos a Krajewski, e dois foram dados ao pouco conhecido Padre Paulo423. Por isso, tornou-se superior geral da ordem o Pe. Mateus Krajewski. Nessa eleição foi inteiramente deixado de lado o Padre Kozłowski, o que equivalia à rejeição da sua visão da ordem pró-reformados. Como superior geral, o Padre Krajewski postulou um novo programa apostólico e o pôs em prática apesar da forte oposição dos partidários da opção do Padre Kozłowski e do grupo dos marianos que se pronunciavam pelo estilo de vida eremítico-penitencial, que não queriam aceitar as mudanças. A dissensão dentro da ordem se aprofundava e em consequência disso ocorreu a acima comentada “dispersão”. No entanto, parece que, se o Padre Krajewski fosse um religioso tão perverso como a partir da segunda metade do século XVIII lhe era atribuído, ele teria sofrido por isso algum castigo. Mas dos documentos resulta que ele absolutamente não era considerado um traidor e que após o término da “dispersão” continuou a contar com o grande apoio dos coirmãos, o que pode ser atestado pelo fato de que no capítulo de 1722 foi eleito substituto do recém-eleito superior 419 Wyszyński, Stróż, p. 133. 420 Cap. Gen., 32; Prot. Ord., 183. 421 Konstytucye Apostolskie Maryanów, Wilno 1791, IX/III. 422 Cap, Gen., 36; Prot. Ord., 185. 423 Cap. Gen., 44-45; Prot. Ord., 191.
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