Os Marianos 1670-1788

146 de Płock, onde após a guerra do norte cerca de cinquenta igrejas foram privadas de sacerdotes e abandonadas. Neste ponto vale a pena mencionar que para essa difícil situação da Igreja quanto aos recursos humanos, os marianos, apesar do caráter eremítico da congregação naquele tempo, reagiram enviando à diocese de Żmudź três religiosos para as missões330. A guerra do norte provocou uma significativa diminuição no número do clero, mas também um vínculo maior dos fiéis com a Igreja, que buscavam nela o apoio e a proteção. Segundo a opinião de Estanislau Mackiewicz, “no século XVIII percebe-se claramente que os poloneses sacrificariam com facilidade um rei detestado, permitiriam a interrupção da assembleia e que a organização do Estado sofresse qualquer prejuízo, mas não cederiam numa área única, isto é, nas questões religiosas”331. Na primeira metade do século XVIII o clero secular e religioso em geral tinha pouca instrução em razão da difícil situação material após as destruições das guerras, da falta de um adequado número de seminários, bem como de sacerdotes, o que obrigava os bispos a ordenarem os seminaristas muitas vezes após somente um ano de estudo da teologia moral. Era uma exigência oficial que o candidato permanecesse dois anos no seminário, mas essa norma tinha muitas exceções. No seminário não eram muitos os seminaristas que permaneciam o ano todo, mas em geral de três a seis meses332. Após a ordenação empreendiam o trabalho pastoral e continuavam os estudos de teologia. Por exemplo, na província lituana dos bernardinos, dentre os 139 que estudavam teologia 57 já eram sacerdotes333. Para a pastoral, tinha um grande significado o intenso desenvolvimento das ordens religiosas. Somente no século XVII estabeleceram-se na Polônia onze novas ordens (as carmelitas, os escolápios, os lazaristas, as filhas da caridade, as visitandinas, os teatinos, os oratorianos, os capuchinhos, as sacramentinas, os comunistas, os trinitários) 330 Prot. Ord., pp. 271-272, Capítulo 1715. 331 P. Jasienica, Dzieje agonii, p. 378. 332 Bolesław Kumor, Wyższe szkolnictwo kościelne. Seminaria duchowne, in: Bolesław Kumor, Zdzisław Obertyński [red.], Historia Kościoła w Polsce, t. I, parte 2, Poznań – Warszawa 1974, pp. 454-455. 333 Jerzy Flaga, Kształt formacji intelektualnej oraz przejawy działalności duszpasterskiej zakonów w Rzeczpospolitej w XVII i XVIII, in: Patrimonium marianorum. Ojciec Kazimierz Wyszyński (1700-1755) w kontekście swej epoki, Warszawa – Lublin 2003, p. 47. Vale a pena lembrar também que o Servo de Deus Casimiro Wyszyński professou os votos religiosos no dia 19.3.1725 e no dia 29.4.1726 foi ordenado sacerdote, ou seja, com apenas um ano de estudos de teologia moral.

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